O prefeito Gilson de Souza (DEM) perdeu mais um aliado próximo que ocupava lugar de destaque no alto escalão do governo. O empresário Agostinho Ferreira Sobrinho, 60, pediu demissão do cargo de chefe de gabinete, onde estava desde fevereiro. Ele alegou questões profissionais. A portaria de exoneração será publicada na edição de hoje do Diário Oficial do Município. O seu substituto ainda não foi definido.
Agostinho da Ravelli, como é conhecido, é homem de confiança do prefeito. Sempre estiveram juntos desde quando Gilson era deputado estadual. Foi um dos apoiadores mais próximos do prefeito durante a campanha eleitoral do ano passado.
Foi a segunda troca na chefia de gabinete do atual governo. Quando Marcos Haber deixou o cargo, em fevereiro, para assumir a presidência da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca), Agostinho ficou com a vaga. Se transformou em conselheiro do prefeito. Gilson sempre o consultava antes de tomar alguma decisão relevante. Era o responsável pela Comissão de Gestão e Avaliação dos Contratos e Instrumentos, grupo que está implementando medidas de redução de despesas no governo e controle das contas públicas.
Tanto Agostinho quanto Gilson de Souza descartam algum problema na relação. “As atividades empresariais estavam me absorvendo muito. Eu tenho que viajar para os Estados Unidos por conta dos meus negócios e não estava conseguindo ajudar o governo como pretendia. Continuarei à disposição para auxiliar o prefeito sempre que for necessário”, disse ele.
Agostinho é proprietário da Luma Ventura, empresa que produz calçados para exportação. “O Augusto foi um grande colaborador, nos ajudou muito. Ele me falou da dificuldade em permanecer no gabinete por conta de suas atividades empresariais, e eu entendi perfeitamente”, disse o prefeito. Gilson espera definir o novo chefe de gabinete nesta terça-feira.
Substituição
Essa foi a sexta baixa no alto escalão do governo de Gilson em cinco meses. Antes de Agostinho da Ravelli, já deixaram a Prefeitura o tenente coronel Benedito Antônio Alves, que comandava a Divisão de Trânsito; Sebastião Ananias, que respondia pelas secretarias de Finanças e Administração; Wanderley Cintra Ferreira, presidente da Emdef; Luiz Pinheiro Sampaio, assessor de gabinete; e Ulisses Minicucci, que seria o secretário de Saúde, mas renunciou ao convite antes de tomar posse.
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