Registros de estupros triplicam no primeiro quadrimestre


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Segundo Fabiana Zagolin, a proximidade entre as partes contribui com aumento dos estupros
Segundo Fabiana Zagolin, a proximidade entre as partes contribui com aumento dos estupros
Estudante de 13 anos confessa para a mãe que, há meses, sofria abusos do padrasto; mulher denuncia o ex-namorado após ser abusada dentro de casa; menina de 14 anos admite que o marido da própria mãe a obrigava a manter relações sexuais com ele há cinco anos; garoto de 9 anos é estuprado pelo tio; mulher diz que o vizinho passou a mão em suas partes íntimas.
 
As situações descritas acima retratam uma realidade muito presente em Franca nos primeiros quatro meses do ano. De acordo com dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado de São Paulo, foram registrados 50 casos de estupro na cidade, ou seja, o triplo do que foi denunciado à polícia no mesmo período em 2016.
 
Segundo os índices divulgados semana passada pela Secretaria, no primeiro quadrimestre de 2017, a Polícia Civil registrou 28 estupros de pessoas acima de 18 anos. Os outros 22 foram de vulneráveis (vítimas que têm menos de 14 anos; ou que não têm capacidade de discernir o que acontece em razão de uma deficiência ou por estarem dopadas e/ou embriagadas a ponto de não conseguir responder pelos próprios corpos).
 
Os registros de casos de estupros de vulneráveis têm aumentado em Franca. Se em janeiro e fevereiro foram, respectivamente, cinco e três boletins de ocorrência, em março e abril os números foram ainda maiores: sete casos em cada mês. 
 
Segundo a psicóloga da DDM, Fabiana Zagolin, na maioria das ocorrências, os abusadores têm vínculos próximos com as vítimas. De acordo com a profissional, os padrastos correspondem a boa parte dos estupradores. “O acusado por esses crimes é, quase sempre, uma pessoa que se comporta de forma ‘normal’. Os casos aumentam a cada dia e o estuprador geralmente é aquele cidadão que tem um convívio social com os outros e que tenta conquistar a confiança dos familiares até chegar na criança ou adolescente”, disse. 
 
Para a psicóloga, é fundamental que pais, responsáveis ou pessoas próximas prestem atenção no comportamento da possível vítima de estupro e ajudem a denunciar. “Ela apresenta falta de ânimo, dúvidas, medo, perde confiança nas pessoas e se sente coagida”, orientou. 
 
Produtos furtados: cremes, sabonetes e desodorantes
Além dos estupros, as ocorrências de furto dos mais variados objetos continuam em alta em Franca. De acordo com dados da Secretaria de Segurança, foram 2.112 registros de janeiro a abril neste ano. No mesmo período, em 2016, foram 1.919.
 
O cenário de crescimento é o mesmo em relação aos furtos de veículos. Em 2017, proprietários de 290 automóveis e motos perderam seus bens, enquanto no ano passado, foram 258 furtos. 
 
Esse aumento na criminalidade também se reflete nas tentativas de homicídio. Se no primeiro quadrimestre de 2016, Franca teve sete tentativas de assassinato, em 2017, foram seis casos a mais: 13 registrados e que estão sob investigação na DIG (Delegacia de Investigações Gerais).

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