Os motoristas que costumam abusar e transformam as vias públicas de Franca em pistas de corrida precisam repensar seus hábitos se não quiserem sentir o impacto no bolso. A Prefeitura está com um projeto pronto para comprar nove radares fixos e duas lombadas eletrônicas. O objetivo é diminuir o número de acidentes e de vítimas.
Em 2016, foram registrados 1,4 mil acidentes com vítimas em Franca. As batidas resultaram em 34 mortes na área urbana. Até abril deste ano, já foram 352 ocorrências e nove mortes.
A fiscalização eletrônica, hoje feita apenas por dois radares móveis, é uma aposta para reduzir estes números. O setor de trânsito já levantou os pontos de maior incidência de acidentes e indicou os locais onde os equipamentos seriam instalados. Basta apenas o aval do prefeito Gilson de Souza (DEM). “Há vias onde o excesso de velocidade é muito grande. Nestes pontos, a intenção é colocar radares fixos”, disse o secretário de Segurança, Orivaldo Donzeli.
Levantamento feito pela Polícia Militar, indica que a avenida Ismael Alonso y Alonso é a via com maior número de acidentes e o cruzamento desta via com a Champagnat é o que concentra o maior número de batidas. Em seguida, aparecem a Hélio Palermo, Presidente Vargas, Major Nicácio e a Brasil.
O planejamento também prevê a instalação de três lombadas eletrônicas, sendo duas no viaduto Dona Quita e outra na avenida Amazonas, onde as batidas na mureta se tornaram constantes por conta do excesso de velocidade.
Em março, a Prefeitura assinou parceria com o governo do Estado para fazer parte do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, programa que tem como objetivo reduzir pela metade o número de mortes até 2020. O Estado vai fornecer auxílio para a estruturação da gestão da segurança viária no município e dar apoio financeiro para a realização de ações para reduzir o número de acidentes com morte. A compra de radares e semáforos integra o pacote.
O programa prevê a criação de um Comitê de Segurança de Trânsito, composto por policiais, bombeiros, Samu, hospitais e Prefeitura, que vai elaborar plano de ação para promover análises e levantamentos de causas e soluções para a redução de acidentes e mortes.
Os 27 radares eletrônicos que controlavam a velocidade e o avanço do sinal vermelho em Franca deixaram de operar no fim de 2004, último ano do governo Gilmar Dominici (PT). Durante a campanha eleitoral daquele ano, Sidnei Rocha (PSDB) criticou o uso dos aparelhos, responsáveis, segundo ele, por alimentar uma suposta indústria de multas. Quatro anos depois, em 2008, preocupado com o aumento da violência no trânsito, Sidnei se rendeu e autorizou a compra de dois radares móveis.
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