O mar, segundo os índios


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Há muito tempo,  em uma tribo indígena do Brasil, vivia uma linda jovem chamada Yara e sua irmã chamada Tainá. 
Em outra tribo, perto dali, havia dois irmãos chamados Guaraci e Iberê. 
Um dia, os dois irmãos foram para um lago nadar. E ali encontraram Yara e Tainá. Foi então que, depois de algum tempo, eles se tornaram amigos. 
Passado algum tempo, Yara estava nadando no rio quando viu Guaraci e disse:
_ Oi, Guaraci, tudo bem?
Ele respondeu:
_Sim, e sua irmã, como está?
Yara disse:
_A minha irmã está bem.
Depois disso, Yara quis contar um segredo de seu coração para a irmã:
_ Posso te contar um segredo?
Tainá respondeu que sim. E Yara acabou revelando que gostava de Guaraci.
Desapontada e com inveja, Tainá procurou Guaraci, pois também gostava dele, e declarou seu amor.
Dias depois, Yara estava passeando pela floresta quando viu Tainá beijando Guaraci. Ela ficou tão triste que começou a chorar. Chorou muito, por dias, meses e anos, pois sua dor era grande. Chorou até morrer. E assim, no  local onde isso aconteceu, surgiu um mar de lágrimas. 
É por isso que o mar é salgado. Por causa das lágrimas de Yara. 
Assim muitas tribos indígenas explicam a natureza salgada da água do mar. 
 
Nota da editora.
Esta história foi criada por Vitória Costa Sant’Ana e Maria Lúcia Mantovani. Elas são alunas de Marvi Pettersen, professora da Escola Estadual “Barão da Franca”. Durante este ano, ela desenvolve com seus alunos do 5º ano (B e C), o projeto “Quem conta um conto, aumenta um ponto”. Em abril foram  pesquisadas lendas criadas por indígenas que ainda vivem no território brasileiro e em países fronteiriços. Depois de analisar algumas culturas, os estudantes reproduziram com seu próprio estilo algumas das histórias que mais os impressionaram. 
 
 
 
 
 

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