Costumamos dizer que a praça principal de qualquer cidade é o seu cartão de visitas, a não ser quando já é uma grande metrópole, onde tudo se confunde, ou por algum monumento famoso. Em Franca também sempre foi assim, mas atualmente o aspecto das nossas principais praças não é muito indicado para exibir a um visitante. A última revitalização aconteceu no ano 2000, quando da administração do Gilmar Dominicci, por iniciativa também da empresária Luiza Helena do grupo Magazine Luíza, com apoio do Unibanco. De lá para cá muito pouco ou nada se fez, além do lugar ter sido assumido por moradores de rua e agora por camelôs, a maioria vinda de outras cidades. Falou-se num projeto arquitetônico para acomodar os barraqueiros, de forma organizada, incluindo Praça do Itaú e Praça 9 de Julho, colocando a guarda civil ali presente, inibindo a ação de quem provoca a sujeira que se vê. Assim como as praças centrais e calçadões, também a Praça Sabino Loureiro, na Estação, há muito espera por melhores cuidados, até como forma de ajudar o comércio daquele local. Até não acontecer essa revitalização, a prefeitura precisa intensificar a chamada busca ativa, para estancar a multiplicação de moradores de rua, vindos de vários lugares, atraídos por toda facilidade que encontram aqui. E fazer valer o seu código de posturas, enquadrando os vendedores ambulantes da cidade, e dispensando os oportunistas que chegam diariamente de fora, numa concorrência desleal com os lojistas que pagam seus impostos e oferecem empregos. Não dá mais para empurrar com a barriga.
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