Este é o nome de um jogo proposto via internet, no qual o participante vai vencendo desafios até chegar ao último degrau quando é induzido ao suicídio.
Infelizmente, tem-se registrado inúmeros casos de seguidores do jogo, principalmente de adolescentes, que, ao final, põem término na sua existência material.
Ao lamentarmos a natureza de tal onda de acontecimentos, perguntamos: qual a causa de tão violenta decisão? Sem dúvida que não há uma causa única. Pode ser ausência do diálogo pais-filhos, pode ser excesso de liberdade, pode ser falta de religiosidade na família, pode ser desestruturação familiar. Enfim, vários fatores que se auto-alimentam, produzindo resultado devastador.
As famílias precisam, urgentemente, iniciar um programa de recuperação de valores, mostrando aos seus descendentes, sobretudo pelo exemplo, o valor da vida. Estabelecer limites e responsabilidades, tudo de acordo com o entendimento de quem orienta e de quem é orientado, a par da busca da religiosidade, seja qual for a religião, para que os valores ético-morais sejam despertados.
O Espiritismo, ao mostrar-nos a realidade do espírito, que todos somos, porquanto há continuidade da vida após a morte, e sendo a reencarnação uma bênção de Deus na condição de renovada oportunidade para nos corrigirmos, e que, para consegui-la, tivemos que vencer uma disputa entre tantos, ensina-nos a valorizá-la, clarificando-nos o entendimento de que matar-se não é solução e, sim, terrível complicação.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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