Depois de uma hora suspenso para o almoço, o julgamento de Jane Jardim e Tiago Rodrigues foi reiniciado às 13h30. A defesa, que também tem direito de falar por duas horas e meia, pediu que Jane não seja condenada por homicídio e, sim, por lesão corporal seguida de morte. "Que mãe não ama o filho? Dizer que ela quis matar, torturar é muito pesado. Foi uma atitude exacerbada de mãe que quis corrigir", disse a advogada Aparecida Capela.
A advogada reproduziu o vídeo em que Jane confessou ter batido em Adriano. Aparecida Capela disse que Jane bateu no filho de manhã e na hora do almoço. Ela sustentou que a causa da morte foi o traumatismo craniano e, não, as surras que Adriano levou. "Não tem características que ela espancou com ódio. Não existe isso. Não podemos ser sensacionalistas. Não podemos condenar uma mãe que ficou com raiva e bateu no filho. A criança morreu porque caiu e bateu a cabecinha no chão".
A advogada disse que Jane exagerou na correção, pois estava nervosa. No fim, pediu a desqualificação de homicídio triplamente qualificado para lesão corporal seguida de morte. "Ela já está sendo julgada e condenada por ter perdido o filho que amava. Já paga o preço da morte do filho. Não teve o direito de ver o enterro do filho, pois estava presa".
Fórum lota para julgamento de mãe que torturou e matou filho
Assista a entrevista com o irmão da vítima e um vizinho da família:
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