Pode ser, mas está difícil


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O deputado federal Paulo Maluf (PP), que escapou ileso das delações da Odebrecht e da JBS, foi pego no contrapé pelo Supremo Tribunal Federal, por conta de um crime antigo: lavagem de dinheiro desviado das obras da avenida Água Espraiada, em São Paulo, durante o período em que era prefeito. 
 
Foi condenado a 7 anos e 9 meses de prisão em regime fechado. A Primeira Turma do STF também determinou a perda do mandato do deputado e multa de R$ 1,3 milhão. A notícia de que o veterano político, marcado pela frase “rouba, mas faz”, poderá deixar a Câmara Federal provocou alvoroço no meio político em Franca.
 
Os mais apressadinhos dizem que a cidade perdeu Adérmis Marini (PSDB), mas que ganhará Graciela Ambrósio (PP). Não é bem assim. A chance existe, mas é muito remota.
 
Graciela disputou as eleições para deputado em 2014 e obteve 59.435 votos. Ficou na sexta suplência da coligação formada por PMDB, PROS, PSD e PP. Nos últimos dois anos, a delegada pulou para quinto na fila, pois um suplente assumiu. Estão na frente dela Junji Abe (PSD), Roberto Santiago (PSD), Guilherme Campos (PSD), atual presidente dos Correios, e Salvador Zimbaldi (PROS). Só na hipótese de os quatro não tomarem posse no lugar de Maluf é que Graciela seria chamada.
 
Primeiro da fila: O médico Marco Ubiali (PSB), que anda sumido, é quem mais tem chance de assumir uma vaga. Ele recebeu 77.962 votos em 2014 e ficou na primeira suplência. Problema é que o partido tem apenas quatro deputados e nenhum dá sinais de se afastar. 
 
Meio vereador, meio deputado: Adérmis vai reassumir a cadeira de vereador na próxima terça, mas pretende retornar a Brasília no dia seguinte. Vai fazer articulações pela aprovação de projetos que deixou tramitando. Como o PSDB deve integrar eventual novo governo, ele acredita que pode voltar a ser deputado.
 
Tesoura: O ex-vereador Zezinho Cabeleireiro (PPS) está pensando em disputar as eleições para deputado federal ano que vem. Alexandre Ferreira (PSDB) também já articula sua candidatura.
 
Faxina geral: Votei no Aécio para presidente. Mas, defendo que ele seja cassado e preso. Desejo o mesmo para Temer, Lula e Dilma.
 
Made in Paraguai: Joesley Batista torrou milhões em pagamento de propina e foi economizar justo na hora de comprar o aparelho que usou para gravar o presidente.
 
Edson Arantes
Jornalista
edson@comerciodafranca.com.br

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