A francana, Joana D'arc Félix de Souza, é PhD em química pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e professora na Etec Professor Carmelino Corrêa Júnior, o Colégio Agrícola de Franca.
Joana conquistou grande visibilidade no meio acadêmico e atualmente sua história de vida também tem repercutido na mídia nacional.
A professora investe seu tempo e conhecimento em pesquisas, e tem como intuito, prezar pelo meio ambiente e ao mesmo tempo auxiliar na qualidade de vida das pessoas. Por conta desta motivação, Joana já conquistou mais 50 prêmios em diversos congressos e concursos voltados à área.
Filha de uma empregada doméstica e um curtumeiro, Joana já passou por diversas situações de fome, preconceito e muitas dificuldades financeiras ao longo da vida. Ela conta que os pais sempre esforçaram para que pudesse ter uma boa educação.
Desde pequena foi um prodígio. Aos quatro anos, a mãe de Joana a ensinou a ler. A filha ia junto com a mãe para o trabalho e lia jornais para passar o tempo, enquanto a matriarca realizava o serviço.
Ao ser vista pela diretora do Sesi, lendo um jornal, a docente ficou surpresa com a capacidade de Joana e sugeriu que a garota frequentasse a escola, caso conseguisse acompanhar o ritmo da turma.
A iniciativa deu tão certo, que Joana se formou no Ensino Médio aos 14 anos.
Uma professora de Joana doou livros de um filho que havia feito cursinho para vestibular para a aluna estudar para conseguir uma vaga na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
O mais recente projeto de Joana que tem repercutido é o desenvolvimento de uma pele similar à humana, que é feita através da derme de porcos. O objetivo é auxiliar no abastecimento de bancos de pele, além de reduzir o custo de pesquisa, já que a matéria-prima é de baixo custo.
“Este trabalho está entre os 11 projeto no Museu do Amanhã no Rio de Janeiro, através do Inovanças – Criações à Brasileira. Já no próximo mês, estamos indo para Nova Iorque para mais uma feira de exposição” explica Joana.
Apesar de conhecida no país e em alguns lugares do mundo, Joana ainda se surpreende por conta do alcance de suas pesquisas. “Ainda não caiu a ficha que muitas pessoas me procuram para conversar sobre essa área, muitos jovens de 15 anos, se interessam em saber mais sobre o curso e a iniciação científica”, conta a docente.
No Colégio Agrícola, a professora ressalta as mudanças desde quando chegou na instituição, até hoje. Mesmo sem total suporte para alavancar rapidamente suas pesquisas, é através de parcerias com faculdades e empresas de couro que consegue a matéria-prima e o laboratório com os itens necessários.
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