Gilson quer legalizar a terceirização de médicos


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O prefeito Gilson de Souza (DEM) negou que terceirização deva atingir todos os setores dos PSs
O prefeito Gilson de Souza (DEM) negou que terceirização deva atingir todos os setores dos PSs
A possibilidade da Prefeitura terceirizar todos os serviços nos dois prontos-socorros de Franca (Infantil e Álvaro Azzuz) agitou o setor de saúde municipal. Uma mensagem encaminhada pelo secretário de Saúde,Rodolfo Moraes, na manhã do último sábado, fez com que os servidores do setor se rebelassem. Na mensagem, o secretário dizia que era necessário apoiar a terceirização dos prontos-socorros. Para os mais de 200 servidores que atuam nos dois PSs, soou como um aviso de que seriam remanejados para outros locais de trabalho. 
 
Uma reunião entre os servidores, o secretário e o prefeito Gilson de Souza (DEM) foi convocada às pressas. No encontro, que aconteceu na tarde de ontem e reuniu mais de 150 pessoas, Gilson negou que a terceirização deva atingir todos os setores dos PSs. “Isso é bobajada de corredores. Não tem nada a ver. Em momento algum, pensamos em terceirizar tudo. O que queremos e devemos fazer é legalizar a situação dos médicos”. 
 
O prefeito explicou que atualmente os profissionais que atuam nos PSs são contratados como empresas, o que não é permitido pela legislação trabalhistas. “Existe uma ação judicial questionando a legalidade desses contratos e não quero correr o risco de uma hora para outra ficarmos sem profissionais para atender a população”. 
 
Como solução, o prefeito pretende contratar uma OS (Organização Social) para fornecer apenas os serviços médicos aos PSs. “Esse é um caminho que estamos estudando como uma forma de nos prevenir caso haja uma decisão judicial desfavorável. Mas ainda não tem nada acertado”. 
 
Apesar das explicações do prefeito, nem todos os servidores acreditaram  em suas intenções. “Ele, na verdade, está voltando atrás porque queria, sim, terceirizar todo o atendimento, mas viu que os servidores iam reclamar. Um pessoal da Santa Casa até esteve aqui no PS conhecendo as instalações”, disse uma servidora que pediu para não ser identificada. 

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