O pesquisador Eric Landowski, do Centre National de la Recherche Scientifique da França, foi recebido ontem pela Universidade de Franca e o seu curso de pós-graduação em Linguística, coordenado por Vera Lúcia Abriata.
Landowski proferiu palestra sobre Semiótica, sob a perspectiva de Algirdas Julien Greimas, o lituano fundador da Escola de Semiótica de Paris e, na sequência, autografou o seu mais recente livro, Com Greimas, Interações Semióticas, pela Editora Estação das Letras e Cores.
A vinda do palestrante foi uma iniciativa intermediada pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e pela professora Ana Claudia Mei Alves de Oliveira, titular do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da PUC-SP.
Landowski falou sobre Greimas, de quem foi colaborador por décadas e o desenvolvimento de uma Semiótica que se enlaça ao social. “A Sóciossemiótica está preocupada com o sentido e a significação, uma incorporação do sensível ao inteligível. Há uma relação entre os tipos de produção do sentido e tudo o que circunda o sujeito, numa correlação, num sistema”. Foram abordados conceitos tais como regimes de sentido, de programação, de acidente, automatizações, sentido dessemantizado entre várias outras questões.
Sobre o livro Com Greimas, Interações Semióticas “É o relato testemunhal de um dos membros mais antigos do círculo de Algirdas Julien Greimas que, de 1966 a 1992, realizou um trabalho pioneiro de estudo de como o homem, as coisas, o mundo significam. E se pode dizer muito sobre essa atividade ininterrupta do homem no social. Da montagem teórica e metodológica de Greimas nasceu a disciplina Semiótica como uma teoria do sentido que tem espectro muito largo, das artes à literatura, na conversação e comunicação social, no direito etc”, explicou Ana Cláudia Mei Alves.
O Comércio trará entrevista completa com Eric Landowski na edição do próximo domingo (28).
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