O coronel Washington Luiz Gonçalves Pestana, que assumiu o comando do CPI-3 (Comando de Policiamento do Interior Três) no início do mês, admitiu, ontem, a necessidade que Franca tem de contar com mais policiais e de se desvincular de Ribeirão Preto, pelo menos na área de segurança. Disse que há a necessidade de otimizar o trabalho e mudar a relação com o Copom (Centro de Operações da Polícia Militar).
Pestana é o responsável por cuidar da região de Ribeirão Preto, Franca e outros 91 municípios, além de 39 distritos. Sob seu comando, estão mais de 4 mil policiais militares. E esse número, segundo ele, pode aumentar em Franca. “Mais de 2.400 policiais estão se formando no final de maio, o que proporcionará um efetivo maior, e parte dele será direcionado para Franca. Pelo menos 326 viaturas serão entregues para a região também”, disse, em entrevista ao Jornal da EPTV, ontem.
Ainda segundo o coronel, o comando em Franca será modificado para tentar diminuir o número de crimes registrados diariamente, especialmente furtos e roubos. Garantiu que tem estudado a cidade e que se preocupa ao ver os índices em bairros como Leporace, Vila São Sebastião e Jardim Aeroporto.
Ao declarar que Franca não é um “bairro de Ribeirão Preto”, Pestana pediu desculpas aos moradores e disse que, entre as medidas previstas, está a implantação de repetidoras de sinal para que, assim, “a cidade não dependa do 190 de Ribeirão Preto”. Com isso, o atendimento poderá ser mais rápido. Contudo, o coronel não falou quando e se as mudanças acontecerão.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da PM e com a Secretaria de Segurança Pública para saber detalhes das medidas e também sobre o Copom. Porém, até o fechamento desta edição, nenhum retorno foi dado.
A mudança
Em 2013, o Copom teve seus serviços centralizados em Ribeirão Preto, o que acontece até hoje. Cada vez que um cidadão francano liga para o 190, é atendido na cidade vizinha, que transmitem as ocorrências para as viaturas que patrulham Franca e municípios da região.
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