Funcionários da Mariner param para forçar reajuste


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Sindicato dos Sapateiros estima que cerca de 150 trabalhadores aderiram à paralisação ontem
Sindicato dos Sapateiros estima que cerca de 150 trabalhadores aderiram à paralisação ontem
Um grupo de funcionários da Mariner, empresa de calçados localizada no Distrito Industrial, se recusou a entrar para a linha de produção ontem. Os sapateiros decidiram entrar em greve para pressionar os patrões concederem um reajuste salarial de 7%. A promessa é continuar com os braços cruzados até receberem uma resposta positiva.
 
A paralisação na Mariner foi decidida um dia após a mesa redonda entre representantes dos Sindicatos dos Sapateiros e da Indústria de Calçados de Franca terminar sem acordo e não avançar. Greves pontuais fazem parte de uma nova estratégia adotada pelo Sindicato dos Sapateiros após emperrarem as negociações com os donos de fábricas. “Os trabalhadores estão aguardando uma resposta da Mariner há vários dias, mas as negociações não avançaram. Diante desta posição dos patrões, eles decidiram parar e não entrar para a linha de produção. Eles disseram que não vão voltar a trabalhar enquanto a empresa não concordar em dar o reajuste de 7%”, disse Sebastião Ronaldo, presidente do sindicato que representa a categoria. Ele estima que cerca de 150 trabalhadores aderiram à paralisação. A direção da Mariner não foi localizada para comentar a greve.
 
No dia 10 de maio, um grupo de funcionários da unidade 2 da Calvest, localizada no Jardim Paulistano I, também se recusou a entrar para a linha de produção reivindicando o reajuste salarial de 7%. Horas depois, o acordo foi fechado. 
 
No dia seguinte, o Sindicato das Indústrias informou que assembléia geral decidiu por unanimidade que o valor do reajuste a ser concedido aos trabalhadores nas indústrias de calçados é de 4,69% e que não havia recebido nenhuma documentação sobre os acordos individuais. “Alertamos novamente as empresas para que aguardem o desfecho das negociações e não fechem acordos individuais, pois isso quebra a união das empresas e prejudica o processo negocial”, disse, na data.
 
Os donos de fábricas marcaram assembléia para a próxima terça-feira com a finalidade de discutir a negociação salarial com os trabalhadores. No dia 25, acontecerá nova mesa redonda no Ministério Público do Trabalho. “Esperamos que os patrões se antecipem e que aceitem assinar o acordo geral para toda a categoria, pois trabalhadores de várias empresas estão nos procurando e dizendo que também vão entrar em greve”, disse Sebastião Ronaldo.

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