Acusado de tentar matar a ex com 5 tiros se entrega na DIG


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Policiais escoltam o motorista Donizete de Pádua na DIG. Ontem, após prestar depoimento, ele foi preso no Guanabara
Policiais escoltam o motorista Donizete de Pádua na DIG. Ontem, após prestar depoimento, ele foi preso no Guanabara
O motorista Donizete Luís de Pádua, 48, se entregou à polícia na tarde de ontem. Ele é acusado de tentar matar a tiros e atropelada a ex-namorada Juliana Proença Ferreira, 37, no estacionamento do hipermercado Tonin, na região do Leporace, no fim do mês de abril.
 
Pádua chegou à DIG (Delegacia de Investigações Gerais) por volta de 15 horas. Acompanhado e instruído por seu advogado, ele afirmou que estava na casa de conhecidos em Passos (MG) desde o crime e que se desfez da arma usada para atira na ex-namorada.
 
Segundo o delegado Márcio Murari, o motorista confirmou que Juliana terminou o relacionamento em fevereiro e negou tê-la ameaçado e agredido nesse período. Ele tentou justificar o crime ao mencionar a presença de um homem no estacionamento do Tonin e ter apanhado dele e de Juliana. “O Donizete disse que a vítima foi quem marcou o encontro e que, quando desceu do carro, ela lhe apresentou um homem como seu marido. Esse, por sua vez, teria indagado se ele era o amante de Juliana, agredido o acusado e fugido quando o motorista pegou a arma”, disse.
 
Ainda em seu depoimento, Donizete afirmou que, assim que esse homem fugiu, Juliana teria partido para cima dele. “Ela correu e ele foi atrás, efetuando os disparos. O acusado afirmou também que não teria percebido que, em alta velocidade, atropelou a ex com seu GM Kadett”, contou Murari, que prosseguiu. “Foi uma versão apresentada pela defesa, mas as provas mostram que não foi assim. Ela estava sozinha no Tonin, não houve agressão e o crime foi premeditado.”
 
O veículo utilizado na tentativa de homicídio foi apresentado pelo advogado do motorista na delegacia e, após ser periciado, foi liberado para familiares de Donizete. Ele, por sua vez, após ser ouvido por quase duas horas na DIG, foi recolhido à Cadeia Pública do Jardim Guanabara. Indiciado por tentativa de homicídio triplamente qualificada e tentativa de feminicídio, o acusado terá a prisão preventiva solicitada pelo delegado nos próximos dias.
 
O caso
No dia 25 de abril, Juliana foi alvejada com cinco tiros pelo ex-namorado no estacionamento do Tonin, na zona Norte de Franca, e ainda foi atropelada. Uma empresária que estava no estacionamento também foi atingida por um tiro.
 
Desde que foi acusado do crime, o motorista passou a ser procurado pela DIG e logo teve sua prisão decretada. A principal motivação, segundo as investigações, seria o fato de Donizete não assimilar o fim do relacionamento de 20 anos que mantinha com Juliana. 
 
Ontem, ele negou que não aceitava o término e admitiu tratar-se de um caso extraconjugal, já que é casado e pai de dois filhos. Disse, ainda, que era a vítima quem o procurava através de mensagens e ligações desde fevereiro. 

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