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ATIVIDADE ECONôMICA VOLTA A CRESCER E BRASIL COMEÇA A SAIR DA RECESSÃO
Algumas notícias divulgadas ontem envolvendo a combalida economia brasileira, estagnada há quatro anos, traz um novo alento ao País. O crescimento da atividade econômica, mais uma queda na projeção da inflação pelo mercado e o crescimento das vendas para o Dia das Mães, ao contrário do que aconteceu no ano passado, são bons indicadores de que a crise começa a ser vencida, de forma lenta, como já se esperava. Os números positivos do PIB (Produto Interno Bruto, que baliza a atividade econômica) já permitem concluir que o Brasil deixou a recessão para trás, mesmo que a crise continue, uma vez que o desemprego ainda atinge quase 15 milhões de brasileiros, causando um aumento na informalidade, o que mostra que o setor produtivo ainda tem dificuldades para vencer a estagnação verificada até aqui.
 
O indicador do Banco Central que mede a atividade econômica aponta que o PIB cresceu 1,12% no primeiro trimestre em relação aos últimos meses do ano passado. Trata-se do primeiro crescimento para qualquer trimestre desde o últimos três meses desde 2014, quando o índice subiu 0,21% — mesmo que em março o indicador tenha caído 0,4% na comparação com fevereiro. Conhecido como IBC-Br, o índice incorpora projeções para serviços, comércio, indústria e agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos. E, de acordo com o Banco Central, os números positivos são influenciados pela expectativa de safra agrícola recorde neste ano -- o IBGE está esperando uma safra de grãos mais de 26% maior do que a do ano passado, expectativa que foi revisada para cima diversas vezes. Esse foi o principal determinante no crescimento do trimestre.
 
Além disso, o mercado financeiro reduziu a projeção para a inflação este ano pela décima vez seguida. A estimativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) passou de 4,01% para 3,93%, de acordo com o boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas, pelo Banco Central, e divulgada às segundas-feiras. A projeção para a inflação deste ano está abaixo do centro da meta, que é de 4,5%. A meta tem ainda limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2018, a estimativa caiu de 4,39% para 4,36%. Outra notícia positiva envolve as vendas na semana do Dia das Mães que cresceram 2% neste ano, segundo o indicador de Atividade do Comércio, da empresa de consultoria Serasa Experian. A avaliação foi feita no período de 8 a 15 de maio, em relação a período equivalente de 2016, quando houve queda de 8,4% nas vendas. O resultado deste ano é o primeiro com variação positiva desde 2014. São boas notícias que demonstram que a retomada do crescimento, mesmo que de forma lenta, tende a ocorrer a partir dos próximos meses.

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