Ciberataque atingiu até 150 países, afirma Europol


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Os computadores atingidos exibiam tela pedindo o pagamento de US$ 300 (R$ 940) como resgate para voltar a operar
Os computadores atingidos exibiam tela pedindo o pagamento de US$ 300 (R$ 940) como resgate para voltar a operar
A onda de ciberataques ocorrida na sexta-feira (12) atingiu 200 mil pessoas em pelo menos 150 países, afirmou neste domingo (14) o diretor da Europol (agência policial da União Europeia), Rob Wainwright.
 
O chefe da agência disse ainda que teme um aumento desse número quando as pessoas voltarem ao trabalho nesta segunda-feira (15).
 
"Realizamos operações contra 200 ciberataques por ano, mas nunca havíamos visto nada assim", declarou Wainwright.
 
Os computadores atingidos exibiam tela pedindo o pagamento de US$ 300 (R$ 940) como resgate para voltar a operar. O pagamento deveria ser feito com a moeda digital bitcoin, mais difícil de ser rastreada. Os hackers usaram um "ransomware", tipo de software que bloqueia dados e exige dinheiro para destravá-las ("ransom" significa "resgate" em inglês).
 
Até o início da tarde deste domingo (14), os hackers haviam recebido pouco mais de US$ 32 mil (R$ 100 mil) em resgates pagos por meio de bitcoins, mas esse valor poderia aumentar à medida que usuários decidam pagar para ter acesso a seus arquivos.
 
A preocupação maior de especialistas em cibersegurança é agora com relação às grandes empresas da Ásia, onde o impacto do ataque não foi muito sentido na sexta-feira (12), provavelmente porque a maioria dos escritórios comerciais já estava fechada quando o programa que travava os computadores começou a se disseminar.
 
"Poderemos ouvir sobre usuários asiáticos que sejam atraídos por e-mails aparentemente convencionais e acionem o programa malicioso quando iniciarem o expediente na segunda (15)", afirmou Christian Karam, pesquisador de segurança digital em Cingapura.
 
'HERÓI' POR ACASO
O estrago do ciberataque poderia ter sido maior não fosse um pesquisador de cibersegurança britânico de 22 anos que acidentalmente ajudou a conter a disseminação do "ransomware".
 
Identificado por seu apelido no mundo online, Malware Tech disse no sábado (13) que estava tentando analisar o código do programa malicioso quando se deparou com endereço incomum, não registrado na rede. Ao comprar o domínio e registrá-lo, Malware Tech percebeu que depois o programa parou.
 
Ele acredita que se tratava de um mecanismo, criado pelos próprios hackers, para impedir que pudessem ser alvo de rastreamento por técnicos de cibersegurança assim que o endereço de internet fosse registrado.

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