Um terreno particular na avenida Lisete Coelho Lourenço, no Jardim Tropical, aos poucos vem sendo ocupado por barracos improvisados, erguidos com restos de construção e pedaços de tapumes e madeiras. Segundo moradores vizinhos, desde o começo deste ano, alguns homens têm usado a área como moradia e depósito de entulhos e materiais recicláveis.
São ao todo quatro barracos espalhados por uma área menor que um campo de futebol. No primeiro, mais próximo da avenida, o mato foi retirado e há pilhas de material reciclável separadas por tipo. Mas sem qualquer cuidado. Segundo um homem que estava no local, ele e o irmão, que havia saído para pegar mais materiais, arrendaram o terreno do proprietário. “Viemos de Barretos para trabalhar em Franca porque lá estava muito difícil. A gente fica aqui, mas mora em outro local. Só ficamos para cuidar das coisas.”
O barretense ainda contou que foi ele e o irmão que deram permissão para que mais dois homens também se instalassem na área. Um deles formou uma espécie de chácara improvisada. Na que fica mais ao fundo do terreno, há um cercado com dois porcos e ainda espalhadas ao redor pelo menos uma dezena de galinhas. No canto, há o barraco que serve de moradia. “Ele mora ali, sim. Estava precisando de um lugar e a gente cedeu. Ele pega água em um córrego que passa atrás do terreno. Agora, luz e esgoto, ele não tem mesmo”, contou o outro morador.
Mais à direita, há restos de construção, portas, janelas, ferragens e madeira. Em um coberto, o fogão improvisado no chão, um sofá velho e algumas roupas jogadas. Segundo o senhor que dormia no sofá, ali é sua casa. Ele disse que se mudou há poucos meses e que ganha a vida cuidando dos recicláveis.
Os dois moradores disseram ter autorização do proprietário para ocupar o terreno.
A fiscalização
Por meio de sua Assessoria de Comunicação, a Prefeitura informou que a área é mesmo particular. Fiscais estiveram visitando o local e constataram que, de fato, não há autorização legal para a ocupação com moradia.
“O registro da área é de propriedade rural. Para poder abrigar moradias, é necessário que haja um projeto de loteamento aprovado.” As moradias construídas ali são irregulares, além de não oferecer segurança nenhuma aos moradores.
O serviço social da Prefeitura também foi acionado. Os moradores receberam prazo para deixar a área e o proprietário será notificado para regularizar a ocupação do terreno.
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