Grupo realiza serenata no Dia das Mães há 32 anos


| Tempo de leitura: 2 min
Muitas francanas acordaram neste domingo com uma homenagem diferente pelo Dia das Mães. Cerca de 20 músicos da orquestra da igreja Assembleia de Deus, da Vila Santa Cruz, reúnem-se há 32 anos para homenagear suas mães, saindo na madrugada pelas ruas da cidade na carroceria de um caminhão, tocando a Nona Sinfonia de Beethoven e o Parabéns a você. 
 
A tradição de fazer a alvorada começou em 1985, com os saxofonistas Cláudio Santos e Francisco, o Chicão, e os demais integrantes da orquestra na época. 
 
Mesmo com o frio típico de maio, os integrantes se encontram na porta da igreja às 2 horas e saem em cima de um caminhão, fretado por eles mesmos, para dar início à serenata. 
 
O regente Mateus Castro é participante há 15 anos da orquestra e está à frente dela há 12. Ele narrou a experiência desse Dia das Mães musical. “Pensei que, por falta de músicos, esse momento que nós fazemos pudesse acabar. Mas sempre tiveram amigos e pessoas humildes que não medem esforços para nos ajudar, com o caminhão e o café. Me emociono todas as vezes, ao passar pelas ruas e ver as mães já esperando pela nossa homenagem. Não tem explicação”, disse.
 
Neste ano, os músicos percorreriam as regiões Sul e Leste da cidade, passando pelo Jardim Ângela Rosa, Recanto Elimar, jardins Noêmia, Brasilândia e Éden até o Parque do Horto. 
 
O percurso tinha previsão de encerramento às 7 horas, quando seria feita a última parada, na casa do músico Miquéias Castro, onde sua mulher, Camila Maressa Silva Castro, estaria com o café na mesa, à espera da orquestra.
 
“Recebê-los em minha casa é um prazer imensurável. Desde muito jovem, tive o prazer de ouvir a alvorada que era direcionada à minha mãe, e agora posso retribuir o carinho de cada músico que deixa o conforto de sua cama em uma noite fria de maio para agraciar as mães com uma boa música”, disse Miquéias.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários