O pensamento de algumas doutrinas orientais é que a plenitude espiritual só é alcançada quando cessa em nós qualquer sentimento de desejo material. É o completo estado de Nirvana. Espiritualidade repletada. Instalada a “abstinência de matéria”, estaremos tomados por uma nova força, a do desapego e, não mais desejando, senão as virtudes do espírito, as nossas aspirações estarão satisfeitas.
Nesse sentido, a antropóloga Miriam Goldenberg, em artigo publicado na Folha de S. Paulo (10.01.17), caderno Cotidiano, diz que se convenceu de que deveria tomar uma feliz decisão, a de doar a maior parte de suas roupas e utensílios disponíveis, para simplificar o seu modo de viver, reservando apenas aquilo que julgue indispensável. Acresce que o objeto primordial de sua decisão é ter uma vida cada vez mais simples, o verdadeiro gosto de viver.
Lembramos de uma prece habitual do médium Francisco Cândido Xavier: “Senhor, faze-nos mais simples, para sermos mais felizes.” Bem analisadas, ambas as considerações nos ressaltam ao entendimento que a simplicidade é condição para a felicidade. É que, sempre que complicamos a nossa vida com excessos, criamos sérias dificuldades para administrá-la, defrontando mais problemas a nos infligirem sofridos esforços, acompanhados de sentimentos e emoções que nos infelicitam.
Que tal desfazermos também daquelas lembranças desagradáveis, muitas delas aguardando apenas que perdoemos, para repletarmos de felicidade? Estaremos qualificando nossas vibrações mentais, harmonizando-nos com a melhor assistência das Sublimes Inteligências.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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