O recado de Gilson


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Gilson de Souza (DEM) trocou ontem o comando da Divisão da Vigilância em Saúde do município. Cléber da Silva Benedito foi exonerado da direção e deu lugar a Nélson Elias Salomão. Oficialmente, foi uma mudança administrativa de rotina. Há nas entrelinhas, porém, uma indireta bem direta do prefeito. Aos poucos, Gilson vai colocando homens de sua estrita confiança em postos-chave do governo. E mantendo adversários na sua alça de mira. Servidor público de carreira, Cléber não fez nada de errado, pelo contrário. Era o diretor da divisão desde maio de 2016 e vinha fazendo um trabalho correto. O problema é que ele foi conduzido ao posto pelo então prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), que se transformou em seu subordinado na Vigilância ao deixar a Prefeitura. Gilson não está contente com o servidor Alexandre, que até já enforcou o serviço para cuidar de sua pré-candidatura a deputado em 2017. Tido como pulso firme, Nelsinho Salomão será o novo chefe de Alexandre. Vão trabalhar no mesmo espaço. Quando era integrante do 
Conselho Municipal de Saúde, Salomão teve muitas rusgas com o ex-prefeito. “Já trabalhei muito com o Alexandre, contra e a favor. Nossa relação será de profissionalismo e respeito mútuo. O que posso falar é que eu caminho dentro da lei e do bom senso. Pensa nisso.” Estou pensando.
 
Festa na praia: A Assembleia Legislativa aprovou terça-feira projeto de lei de autoria coletiva que torna 14 municípios como de interesse turístico. Rifaina faz parte da relação. As cidades vão receberão cerca de R$ 650 mil por ano para investirem em infraestrutura e atrair mais turistas.
 
Tinta fresca: Gilson de Souza vai para São Paulo (de novo) hoje. Tem agenda com o secretário de Habitação, Rodrigo Garcia. Vai pedir recursos para pintar e dar uma nova cara aos prédios do Leporace.
 
Pão com mortadela: O presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, anunciou que os deputados ausentes na sessão de ontem sofrerão desconto de salário. A medida atinge metade da bancada do PT e parlamentares do PCdoB, que foram a Curitiba acompanhar o depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro. A Câmara de Franca não precisa se preocupar em adotar medida semelhante. Não tem ninguém do PT.
 
Língua presa: Descobri porque o depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro demorou tanto: não conseguia pronunciar a palavra “triplex”.
 
Edson Arantes
Jornalista
edson@comerciodafranca.com.br

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