Atualizada às 14h45
Um grupo de funcionários da unidade 2 da Calvest, localizada no Jardim Paulistano I, se recusou a entrar para a linha de produção na manhã desta quarta-feira. Os trabalhadores disseram que decidiram entrar greve para forçar a empresa a conceder um reajuste salarial de 7%.
Cerca de 250 sapateiros trabalham na unidade. Segundo os grevistas, a maior parte decidiu cruzar os braços. O Sindicato dos Sapateiros afirma que a paralisação é reflexo da falta de acordo com o Sindicato das Indústrias. “Como o sindicato patronal encerrou as negociações, temos feito vários acordos individuais com as empresas. Quando fomos procurados pelos funcionários da Calvest, entramos em contato com a diretoria e ficamos aguardando, mas como, ontem, a resposta foi não, os trabalhadores decidiram parar. Enquanto a empresa não assinar o acordo, eles não vão voltar a trabalhar”, disse Sebastião Ronaldo, presidente do Sindicato.
Segundo o dirigente, cerca de 40 empresas já fecharam acordos de reajuste salarial de 7%, que correspondem a reposição das perdas medidas pelo INPC mais aumento salarial. “Esta, é a proposta padronizada que estamos fechando fábrica por fábrica. Se o sindicato patronal aceitar fechar o acordo nestes termos, nós aceitamos.
Acredito que, se novos acordos individuais não forem fechados, outras paralisações como a de hoje podem acontecer em outras fábricas”, concluiu Sebastião Ronaldo.
No começo da tarde, o Sindicato informou que a empresa aceitou conceder os 7% de reajuste e os funcionários decidiram suspender a greve e retornaram ao trabalho.
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