O programa Corujão da Saúde, uma parceria da Prefeitura de São Paulo com hospitais privados, lançado pelo prefeito João Dória (PSDB) para reduzir filas para realização de exames médicos, está servindo de inspiração para administradores em todo o Brasil. Na região, o exemplo mais recente vem de Ribeirão Corrente, cidade de 4,5 mil habitantes, localizada a 20 quilômetros de Franca.
O prefeito Antônio Miguel Serafim, do mesmo PSDB de Dória, acaba de firmar uma parceria com a Santa Casa de Franca para a realização de um mutirão de exames. Neste caso, os procedimentos serão feitos durante o dia mesmo. Os números, comparando-se com a demanda de grandes centros, são baixos, mas são expressivos para a realidade do município e devem acabar com a fila em Ribeirão Corrente. “Quando assumimos em janeiro, o prefeito nos chamou e pediu toda a demanda que a pasta tinha. Com os números em mãos, firmamos a parceria com a Santa Casa para zerar a fila de espera”, disse o secretário municipal de Saúde, Etiene Silva.
Ainda neste mês de maio, começam a ser feitos 27 exames de ressonâncias magnéticas e 24 de tomografia computadorizada que, segundo o governo, estavam há cerca de dois anos aguardando agendamento. “As tomografias já foram todas agendadas e devem ser feitas entre os dias 15 e 19 de maio. A ressonância, como tem uma demanda maior dentro da Santa Casa, tem prazo para conclusão de dois a três meses”.
Em uma segunda etapa, o prefeito Miguel espera firmar novo convênio com instituições privadas para fazer em torno de 200 exames de ultrassom e 40 cirurgias eletivas, principalmente, na área de ortopedia. “Em relação aos exames de ultrassom, a nossa meta é concluir tudo até o final do ano. As cirurgias eletivas são mais complicadas e precisamos de um prazo maior. Neste caso, pretendemos zerar a fila até o final de 2018”, concluiu o secretário Etiene Silva.
Franca
Também inspirado na ideia de João Dória, o prefeito de Franca, Gilson de Souza (DEM), anunciou em março que estava preparando um grande de exames e cirurgias. A Secretaria de Saúde fez um levantamento dos procedimentos que têm maior demanda em atraso.
Ao todo, são 713 diferentes exames que já começaram a ser feitos. As cirurgias eletivas ainda estão na fase de contratação.
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