A Vigilância Sanitária Municipal, em conjunto com o Ministério do Trabalho e a Procuradoria do Trabalho, interditaram no final da tarde de ontem a Padaria Três Colinas, na Avenida Ismael Alonso y Alonso. O motivo da interdição, segundo o fiscal sanitário André Szabo, foi o risco oferecido à saúde e à segurança dos trabalhadores do local, consumidores e vizinhos.
Os auditores do Ministério do Trabalho e a procuradora do Trabalho, Regina Duarte da Silva, estavam em uma ação de fiscalização de rotina das condições de trabalho na padaria. Mas, ao verificarem o interior do estabelecimento, constataram também irregularidades sanitárias e acionaram a Vigilância Sanitária Municipal.
Por cerca de duas horas, os fiscais estiveram fazendo uma vistoria no local e encontraram diversas irregularidades. “Entre as infrações mais graves, estão: produtos sem origem definida e sem prazo de validade, mercadorias com o prazo de validade expirado, produtos em más condições de armazenamento, falta de higiene, falta de limpeza de equipamentos e aparelhos, fiação à mostra, produtos inflamáveis sem a devida proteção, estrutura inadequada, entre outras”, afirmou o chefe da Vigilância, Cléber Silva Benedito.
Além disso, ainda teriam sido verificadas irregularidades nas condições de trabalho, como funcionários sem equipamentos de proteção individual, sem treinamento necessário, equipamentos com mal funcionamento e ainda falta de documentação para funcionamento e segurança.
Ao todo, segundo a Vigilância, foram apreendidos cerca de 30 quilos de produtos alimentícios impróprios para o consumo. “Todo o material foi levado para o aterro sanitário e descartado”, disse Cléber.
A padaria foi interditada por tempo indeterminado. “O estabelecimento só poderá ser reaberto depois que regularizar todas as infrações verificadas”, informou Cléber.
O homem que se apresentou como dono da padaria e se identificou apenas como Sinésio disse que não sabia das exigências das normas de armazenamento de alimentos e afirmou que deve regularizar os problemas.
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