Não é a primeira vez que trato desse assunto, mas basta assistir ao vivo a atuação da Polícia Militar contra os desordeiros em plena destruição dos bens públicos e privados para se ter a certeza que a estratégia é ruim! O que ainda se vê? Manifestantes criminosos têm treinamento de guerrilha (atacar, dispersar, reagrupar, atacar...) Montam uma barricada de pneus, lascam fogo, a polícia atua com bombas de efeito moral, que desagrupa. Porém eles estão preparados e logo adiante repetem a ação. Quando acabam os pneus, começam a depredar o que encontram pela frente, armam-se de pedras fornecidas por muitas caçambas de construção que encontram pela frente (por que a PM não fez uma varredura antes?) e passam a apedrejar os policiais. E qual a resposta? Mais bombas para desagrupar! O que? Estão atacando policiais com rojões e pedras e são empurrados para destruir mais? Eita estratégia ruim! Da Autoridade Policial, claro!
Nos Estados Unidos da América, a estratégia é outra, leio no Chicago Tribune que ativismo como o “black block” é considerado uma ameaça. Antes de uma reunião da cúpula da OTAN em Chicago, cinco manifestantes foram presos e acusados de conspiração para cometer terrorismo. Eles foram presos depois de comprar gasolina e começar a fabricar coquetéis molotov. Tinham planos de atacar delegacias de polícia e o escritório do prefeito. Leio ainda que o FBI infiltra agentes nos grupos criminosos para agir antes.
Naquele país, muitas leis locais regulam as limites dos protestos e seus participantes, como o tamanho máximo de cartazes e faixas, o uso de som amplificado, e o uso de revestimentos faciais. Conhecer esses detalhes permite ao policial remover manifestantes criminosos por estas infrações menores. Remover, não dispersar, perceberam?
Talvez o mais importante, as autoridades policiais devem planejar com antecedência. Devem saber quem poderá participar. Planos táticos escritos devem ditar o uso da força de segurança de aplicação da lei e planos de contingência. Devem ser claramente definidas as zonas de protesto e bem separadas dos contra-manifestantes. Difícil de fazer?
Mario Eugenio Saturno
Tecnologista Sênior do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)
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