Para que lado irremos correr?


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VIOLÊNCIA EXPLODE E INTRANQUILIZA AINDA MAIS O CIDADÃO BRASILEIRO
 
É só abrir um, jornal ou ligar a televisão para que o brasileiro seja bombardeado com notícias sobre a violência que assusta, intranquiliza e preocupa o Brasil inteiro. Este é um dos principais problemas do País, ao lado do desemprego também crescente, e que necessita de uma ação que não pode esperar mais, pois corremos o risco de não termos mais chances em futuro (bem) próximo diante da escalada da violência promovida por criminosos, organizados ou não. Hoje, não sabemos para onde correr, se para a fogueira ou para o caldeirão. A situação do Rio de Janeiro, cujos índices regrediram aos níveis de uma década atrás, é um demonstrativo claro de que a população brasileira continua acuada e que tenta promover a própria segurança, intramuros e com aparatos tecnológicos, uma vez que o Poder Público não demonstra condições de proteger os cidadãos. Mas tudo o que se tem feito não passa de paliativo, pois os criminosos estão cada vez mais ousados e menos prudentes.
 
Segundo estudo do Instituto Datafolha, encomendada pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), divulgado ontem, um em cada três brasileiros (35%) teve amigos ou parentes assassinados. Os números impressionam: são cerca de 50 milhões de brasileiros maiores de 16 anos que perderam uma pessoa próxima vítima de homicídio ou latrocínio (roubo seguido de morte). O índice dos que tiveram familiares ou amigos mortos violentamente é maior entre os negros (38%), enquanto entre os brancos é de 27%. O levantamento mostra ainda que 12% da população maior de 16 anos (cerca de 16 milhões de pessoas), tiveram alguém do círculo afetivo morto por um agente de segurança, policial ou guarda municipal. Entre os jovens, de 16 a 24 anos, esse percentual chega a 17%.
 
Quase todos os que responderam a pesquisa (94%) acreditam que o índice de homicídios no Brasil é muito alto e 96% acham que todas as esferas de governo precisam se unir para reduzir a violência. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que também é elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram registradas 58.383 mortes violentas no Brasil em 2015. É um número considerável, que só encontra paralelo em países conflagrados, como a Síria que vive uma guerra interna: lá, os cidadãos estão à mercê de tropas do próprio governo e de terroristas do Estado Islâmico. A Segurança Pública precisa ser repensada e, mais do que isso, a Justiça tem que dar sua contribuição. Temos um Código Penal arcaico, de quase 80 anos, o qual recebeu remendos que o tornaram leniente. Enquanto não se mudar tudo isso, continuaremos encostados na parede sem ação, à mercê de armas e bandidos que não perdoam ninguém.

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