Família procura aposentado que desapareceu na zona Oeste de Franca; criança some de porta de escola em Pedregulho e deixa pais sem notícias; parentes de idoso que sumiu em Igarapava denunciam caso à polícia e descobrem que ele foi atropelado por um trem em Uberaba (MG); adolescente de 12 anos desaparece na zona Sul sem deixar vestígios. Certamente, pelo menos uma dessas situações descritas já foi vivenciada por algum conhecido seu ou noticiada. Elas fazem parte de 91 casos de desaparecimentos registrados em Franca e região.
A média de seis pessoas desaparecidas a cada semana vem a partir de boletins de ocorrências lavrados em Franca e mais 16 municípios que a delegacia seccional abrange. Logo que os casos são registrados, a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) entra em ação e passa a apurar o que aconteceu. “Desses 91 boletins de janeiro a abril deste ano, só dez seguem sob investigação porque a pessoa não foi localizada. Apenas em abril, esclarecemos 13 casos de desaparecidos. Os outros casos foram elucidados quando a vítima reapareceu, horas ou dias depois, e a própria família procurou a polícia”, disse o delegado Márcio Garcia Murari, que comanda as investigações.
E quais os casos mais comuns de desaparecidos? Há um ‘perfil’ de vítima? Segundo Murari, os jovens, com idades entre 16 e 25 anos, são os que mais ‘somem’. Em seguida, são os idosos. Crianças são minoria nos desaparecimentos e engana-se quem pensa que usuários de droga desaparecem aos montes. Há até aqueles em que a pessoa está em outro País e a família fazendo a busca por aqui, como um francano que sumiu por dias e a DIG apurou que estava preso no Peru por tráfico de drogas.
Entre os que mais chamaram a atenção da polícia, figura a ocorrência que teve uma adolescente de 12 anos como vítima. “No ano passado, quando registramos 269 desaparecimentos em Franca e região, e apenas seis não foram localizados, investigamos o caso dessa menina que sumiu após conhecer um homem que veio do interior da Bahia para trabalhar no ramo de construção civil. Investigamos e, dias depois, descobrimos que eles estavam no outro Estado. O Conselho Tutelar foi acionado e ele acabou preso por estupro de vulnerável”, contou o delegado.
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