Sobre a fama dos números 13 e 7 quase todos sabem: o primeiro é azarado e o segundo é sortudo. Mas outros números, em diferentes culturas, têm significados curiosos para os povos. Vamos falar de alguns. Comecemos pelos já citados.
Muita gente acha que o 13 não traz sorte porque na última ceia de Cristo havia 13 pessoas à mesa. A superstição também está ligada à lenda de um banquete com 12 deuses da mitologia nórdica. Loki, um espírito do mal, teria ido como 13º convidado e armado a maior confusão. Verdade ou não, nos Estados Unidos é comum os elevadores dos prédios não terem o 13º andar. Mas se retirarmos o algarismo 1, ficarmos só com o 3, aí é mais que sorte, é bênção. A origem está na crença de que Pai, Filho e Espírito Santo constituíam única pessoa para os cristãos, a Santíssima Trindade. Os russos acreditam que encontrar o número 3 sob qualquer formato traz felicidade. Entre eles o hábito de dar 3 beijos no rosto simboliza sorte no amor.
O 7 é considerado o número que traz mais sorte porque, segundo a Bíblia, Deus teria criado o mundo em 7 dias. No Oriente o 7 também é especial. Os japoneses comem mingau de arroz com 7 ervas no dia 7 de janeiro, para atrair muita sorte ao seu ano. Entretanto, não gostam do número 4! Para eles o som da palavra “quatro” lembra o som da palavra “morte”. No Japão, muitos prédios não têm os andares 4, 14 e 24.
Na China, o número mais querido é o 8. É que na língua chinesa o som da palavra “oito” se parece muito com o som da palavra “felicidade”. Por isso, as placas de carro com o número 8 custam mais caro. E a data escolhida para a realização dos últimos Jogos Olímpicos na China foi 8/8/2008!
Se no Brasil e Estados Unidos o número do azar é o 13 e no Japão é o 4, na Itália é o 17! Lá ele simboliza o azar. Sabe por quê? É que os antigos romanos escreviam esse número assim: XVII. Misturando as letras, surge a palavra VIXI, que significa “Eu vivi”. Esta frase lembra a morte. A superstição por lá é tão forte que transformaram o carro francês R17 em R117.
Tudo isso é superstição, lenda, mito. Algumas verdades sobre os números reservamos para este final. O 10 serve de base para cálculos porque temos dez dedos nas mãos e eles eram o meio mais prático de fazer contas no passado. Por isso os números são divididos em casas decimais e fazemos contas com unidades, dezenas e centenas. Mas não é assim no mundo todo. Alguns povos da África e da Oceania usam só uma mão para contar; então a base de cálculo deles é o 5. Já o 60 tornou-se famoso por ser usado na contagem do tempo: 1 minuto tem 60 segundos e 1 hora tem 60 minutos. Quem inventou essa divisão foi o povo sumério, que viveu na Ásia há dois mil anos. Os sumérios, que eram muito bons em cálculo, escolheram o 60 porque era o menor número divisível ao mesmo tempo por 1,2,3,4,5,6. Isso facilitava a divisão e a contagem do tempo. Naquele tempo, você deve saber, não existiam calculadoras...
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