Segundo o cardiologista, Rafael Belo Nunes, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, não existe uma comprovação do real motivo da relação entre anticoncepcional e o risco de trombose. No entanto, estudos apontam a teoria de que esse contraceptivo causa resistência às proteínas C-reativas, que são anticoagulantes do organismo.
Devido a esse fator, o sistema circulatório fica sem equilíbrio e mais propício a criar coágulos e, em sequência, sintomas relacionados à trombose. A doença é caracterizada pela formação de um coágulo na corrente sanguínea e pode bloquear o fluxo de artérias e veias de diversas partes do corpo.
De a acordo com Nunes, usar algumas pílulas pode aumentar de 1,2 a 1,8 vezes a probabilidade de desenvolver trombose arterial, que é um quadro que causa AVC (Acidente Cardiovascular) ou infarto agudo do miocárdio.
No entanto, o risco de ter trombose venosa – que é a obstrução nos membros inferiores e caso o coágulo se desprender, pode causar complicações graves como a embolia pulmonar – fica três a seis vezes maior ao tomar contraceptivo oral. Entretanto, o cardiologista explica que o risco absoluto é baixo mesmo com esses quadros.
Já o ginecologista e obstetra, Élvio Floresti Junior, explica que a trombose normalmente ocorre em duas a três pessoas a cada 10 mil habitantes. No entanto, entre pessoas que usam pílulas perigosas, os números passam a ser de 5 a 9 a cada 10 mil habitantes.
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