'São José sabia que não cumpriria edital', diz consultor


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Claudinei Castanha representa a São José em depoimento na Cear
Claudinei Castanha representa a São José em depoimento na Cear

Atualizada às 10h14

O dono da Empresa São José, Belarmino Marta, e o gerente de serviços em Franca, Delismar Rodrigues, mais uma vez, faltaram ao depoimento na Cear (Comissão Especial de Assuntos Relevantes) criada para fiscalizar os contratos de transporte público da cidade.

Em seus lugares, eles enviaram como representante o consultor técnico Claudinei Castanha, que trabalha no grupo Bancaf, que abrange a São José e as outras 30 empresas de ônibus controladas por Belarmino que operam em 40 municípios do Estado.

O consultor técnico da Empresa São José admitiu em depoimento na Cear que a São José participou da licitação em Franca já ciente de que não teria condições de cumprir as exigências feitas no edital. "A gente já tinha percebido isso (que era impossível cumprir) mas, decidimos participar mesmo assim e ver depois o que faríamos". Entre as exigências que não seriam atendidas foi o aumento da frota. 

Castanha também afirmou que os questionamentos sobre as exigências só começaram depois que o contrato com a Prefeitura já havia sido assinado. "Logo no começo, a gente já começou a avisar a Prefeitura que não tinha como a gente aumentar a frota e a Prefeitura à época concordou. A gente já falava que aquela tarifa de referência que havia no edital não tinha como ser mantida". 

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