Vereador reeleito que foi preso mantém salário de R$ 6,9 mil


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A Câmara de Miguelópolis procura por uma alternativa de anular a decisão judicial
A Câmara de Miguelópolis procura por uma alternativa de anular a decisão judicial

O vereador de Miguelópolis, São Paulo, João Tadeu Jorge Júnior (PSC), foi preso e investigado por participar de fraudes em licitações na cidade, a prisão ocorreu diante das investigações da Operação Cartas em Branco. No entanto, foi reeleito e tomou posse por uma procuração da Justiça em Janeiro deste ano.

A Câmara de Miguelópolis procura por uma alternativa de anular a decisão judicial que permite que um vereador reeleito, no entanto preso e investigado, continue a ganhar o salário de R$ 6,9 mil por mês, mesmo sem que o politico atue no poder legislativo.

João Tadeu está detido na Penitenciária de Tremembé no Estado de São Paulo, no entanto o vereador tem o direito ao subsídio parlamentar. Apesar de ter sido substituído pelo suplente Neander de Souza Toledo (PSDB), com uma liminar emitida pelo juiz José Magno Loureiro Junior, permitiu que João Tadeu mesmo preso continuasse no cargo, mesmo sem participar de funções e comparecer às sessões.

O vereador foi o único dos oito vereadores investigados que conseguiu ser reeleito para o segundo mandato na Câmara de Miguelópolis. De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, Jorge Júnior é suspeito de participar de um esquema de fraudes em licitações que desviou ao menos R$ 6 milhões dos cofres públicos municipais.

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