Quadrilha que se passava por central de cartões é desarticulada


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Em um dos casos, a vítima recebe a ligação da falsa central de atendimento e é indagada a respeito de uma compra
Em um dos casos, a vítima recebe a ligação da falsa central de atendimento e é indagada a respeito de uma compra
Uma quadrilha foi desarticulada pela polícia na manhã de quarta-feira, dia 3. O grupo se passava por funcionários da central de atendimento de administradoras de cartão.
 
Conforme o site G1, oito pessoas foram presas, sendo cinco em Porto Alegre e três em São Paulo. O delegado Tiago Baldin afirmou que a frieza e a tranquilidade dos golpistas chamou a atenção da polícia. "Eles passam uma falsa impressão, passam a aparência de licitude, aquela conduta, porque a vítima se sente respaldada", explica ele.
 
Em um dos casos, a vítima recebe a ligação da falsa central de atendimento e é indagada a respeito de uma compra que teria realizado por meio do cartão de crédito. Quando a vítima nega que tenha feito a compra, os falsos atendentes informam que a pessoa foi vítima de clonagem e pedem que ela digite no teclado numérico do telefone a senha do cartão e que, em seguida, quebre o cartão, tendo o cuidado de deixar o chip intacto. Os criminosos dizem que a empresa do cartã enviará um motoboy para buscar o chip. De posse do item e da senha do cartão, o grupo realizava saques, compras e empréstimos.
 
Segundo a investigação da polícia, 29 vítimas desse golpe já foram identificadas. O valor que a quadrilha roubou pode chegar a R$ 422 mil. De acordo com o site, a quadrilha era de São Paulo, mas agia no Rio Grande d Sul para não levantar suspeitas. "Eles vêm e utilizam aqui em Porto Alegre, porque chamaria muito a atenção aqueles cartões de crédito sendo utilizados em grande escala em uma unidade da federação, que não a de origem", explica o delegado.
 
Baldin declara que a quadrilha buscava vítimas que seriam mais fáceis de caírem no golpe. "Eles obviamente possuem dados cadastrais das pessoas, e eles buscam alvos que entendem que sejam mais fáceis. Pessoas de mais idade, que ficam em suas residências no período da manhã ou da tarde", diz o delegado. Os criminosos tinham ainda o hábito de ligar em telefones fixos e não desligar, para que a vítima não pudesse contatar a administradora do cartão, por meio de um número que fica anotado no verso do cartão.
 
"Mas como a vítima está utilizando um telefone fixo, o estelionatário não desligou, ele está com a linha trancada. Quando a vítima baixa o telefone no gancho, e liga novamente, o estelionatário lança uma gravação que dá o sinal de linha para efetuar nova ligação. A vítima faz a ligação, e quando termina de discar, o estelionatário já lança uma nova gravação de rotina, como se liga para uma operadora", esclarece Baldin.

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