Na última terça-feira, o empresário Richard Tadeu Garcia, 43, e sua mulher Angélica Custodio Garcia, 36 anos, foram com os dois filhos, de 8 e 2 anos, fazer compras no hipermercado Tonin Superatacado. O que era para ser rotina virou pesadelo. Naquela noite, o caminhoneiro Donizete Luis de Pádua resolveu agredir sua ex-namorada Juliana Proença Ferreira com cinco tiros no estacionamento do mesmo hipermercado. Angélica, que descia do carro do casal, acabou atingida no ombro por um tiro disparado por Donizete.
As imagens da agressão contra Juliana rodaram o Brasil. Nelas, é possível ver a reação de Richard diante da violência. Depois de atirar na ex, o caminhoneiro ainda voltou para o carro e a atropelou e só não passou novamente sobre o corpo dela porque Richard resolveu puxá-la, mesmo ela estando inerte no chão.
Quatro dias depois do episódio, Richard diz que ainda lembra de detalhes. Conta que foi ele quem percebeu que Angélica havia sido atingida. “Ela estava pegando nosso filho menor no colo quando sentiu um tranco, mas não viu que era um tiro. Eu que olhei o sangue e parti atrás do atirador.”
Segundo Richard, o caminhoneiro estava a cerca de 30 metros e tinha acabado de atirar em Juliana na frente do hipermercado. “Eu corri, mas ele entrou no carro e acelerou. Eu estava cego. Ele havia machucado minha mulher.”
Richard, então, viu quando Donizete atropelou Juliana. “Ele acelerou e foi com tudo para cima dela. Passou por suas pernas e ela só gritou. Ninguém que estava por ali fazia nada. Eu vi que ele ia voltar. Então, nem pensei. Só a puxei.”
Richard disse que nunca passou por uma situação de risco como a que viveu no hipermercado. “Nunca vivi algo parecido. Mas não senti medo. Foi instinto. Ele mexeu com a minha família e ia matar aquela mulher. Não podia ficar parado.”
No sábado, em casa com a mulher e os filhos, Richard disse que o momento agora é só de agradecimento a Deus. “Poderia ter perdido minha mulher. Poderia ter sido uma tragédia bem maior. Só tenho a agradecer a Deus por estarmos vivos e bem.”
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.