Rifaina protesta contra demolições


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Em março passado, rancho foi demolido no lado mineiro da represa de Jaguara, no rio Grande, município de Sacramento
Em março passado, rancho foi demolido no lado mineiro da represa de Jaguara, no rio Grande, município de Sacramento
Na manhã deste domingo, a orla da praia de Rifaina será palco de manifestação. Políticos, rancheiros, caseiros e empresários vão fazer um ato público contra a derrubada de ranchos construídos nas margens da represa do Rio Grande. 
 
As lideranças regionais estão se mobilizando desde o final do ano passado, após o Ministério Público Federal obter decisões judiciais para derrubar construções tidas como irregulares nas cidades de Delta e Sacramento, ambas em Minas Gerais. Três ranchos já foram demolidos este ano.
 
Diferentes interpretações sobre a lei alimentam a polêmica. O antigo Código Florestal determinava que a construção deveria obedecer uma distância de 30 metros das margens nos rios e de 100 metros nas represas. 
 
O Novo Código flexibilizou a exigência e diminuiu a faixa da área de preservação permanente, que varia de acordo com o nível operativo da represa. Mas o Ministério Público diz que a nova lei é inconstitucional, entendimento que vem sendo seguido pela Justiça mineira. Já o TJ de São Paulo entende que a legislação é válida. 
 
Por isto, o risco de demolições no lado paulista é menor. Ainda assim, existe o receio. Uma vez que o Ministério Público move ações civis públicas idênticas em todo o Pais. A Procuradoria Geral da República ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF contra a lei que reduziu o espaço de preservação. As lideranças da região pretendem que todas as ações sejam paralisadas até uma definição final pelo STF sobre a validade do artigo, evitando assim as demolições indevidas. 
 
Durante encontro com Geraldo Alckmin (PSDB), dia 21, o prefeito de Rifaina, Hugo Lourenço (PPS), pediu a participação política do governador. O município foi notificado pela Justiça para derrubar os quiosques construídos há anos na orla da praia. 
 
“Estamos sofrendo uma pressão muito grande. Não podemos ficar parados esperando a Justiça mandar derrubar tudo. O impacto no turismo e na economia será muito grande”, disse o prefeito.

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