A greve contra as reformas trabalhista e da Previdência nesta sexta causou transtornos no sistema de transporte de Franca. Nas primeiras horas do dia, um grupo liderado por sindicalistas da Força Sindical e da União Geral dos Trabalhadores impediu o trânsito na av. Santos Dumont, na entrada do Distrito Industrial.
Munido de cartazes, panfletos e quatro carros, o grupo de 40 pessoas, todas com camisetas e bandeiras das instituições, provocou um grande congestionamento na avinda Rionegro, sentido Franca Shopping/Distrito Industrial. A manifestação ali durou cerca de uma hora.
Em seguida, o grupo foi para o Centro e, no cruzamento da General Telles com a Augusto Marques, e impediu o fluxo de ônibus para o Terminal Central. Os trabalhadores, bastante irritados, se viram obrigados a descer dos ônibus e seguir a pé. Rosemaria dos Santos, 63 anos, recepcionista, moradora do Leporace, foi uma das que reclamaram. “Estas manifestações não viram nada. Só servem para atrapalhar a vida da gente. Sou contra a reforma, mas preciso trabalhar”.
A paralisação na General Telles durou cerca de 40 minutos. Em seguida, o grupo ganhou a adesão de membros da União dos Comerciários e se deslocou para a rua Monsenhor Rosa, também no Centro e, próximo na porta das agências bancárias, gritaram ataques ao presidente Michel Temer (PMDB), ao deputado federal Adérmis Marini (PSDB) e ao senador Ayrton Sandoval (PMDB), ambos representantes de Franca no Congresso Nacional. Ao mesmo tempo, em frente ao Fórum Estadual, funcionários vestidos de preto também fizeram manifestações, mas não fecharam a via.
Na área da Educação, em que também estavam previstos protestos, a manhã foi tranquila. Em Franca, alguns alunos e professores da Escola “Orlik Luz”, no City Petrópolis, fizeram uma manifestação na porta escola. A Secretaria Estadual da Educação informou, por meio da assessoria de imprensa, que nenhuma escola estadual em Franca fechou as portas.
Às 17 horas, foi realizado um protesto com a participação de representantes de sindicatos na Praça Central. Cerca de 300 pessoas acompanharam os discursos contra as autoridades. Depois de quase uma hora, o protesto foi encerrado com a execução do Hino Nacional.
Ocorrências
Durante as manifestações, duas ocorrências mais graves foram registradas. No Distrito, o segurança Samuel Guerra disse ter sido retorado de seu carro e agredido por manifestantes depois de se recusar a participar dos protestos. Para escapar, ele entrou em uma fábrica. A outra ocorrência foi durante a manifestação de funcionários do Fórum. Um motorista ainda não identificado, irritado com o protesto na Presidente Vargas, arrancou com o veículo e atropelou uma servidora que precisou ser levada ao pronto-socorro. Não há informações sobre seu estado de saúde.
Região
Escolas de Ibiraci e Ribeirão Corrente também participaram da greve desta sexta-feira. As aulas foram suspensas e professores e alunos caminharam pelas ruas das respectivas cidades.
A greve geral nacional foi convocada pelas centrais sindicais e movimentos sociais de esquerda contra as reformas da Previdência e Trabalhista propostas pelo presidente Michel Temer (PMDB).
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