Delegacia da Mulher investiga caso do jogo Baleia Azul em Franca


| Tempo de leitura: 2 min
Um tipo de jogo perigoso que tomou conta das redes sociais está mais próxima dos francanos do que se pode imaginar. O primeiro caso do jogo Baleia Azul já foi registrado e está sob investigação na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher).
 
Segundo informações da Polícia Civil, uma garota de 16 anos, da zona Sul de Franca, foi vítima do jogo. Na semana passada, ela e os pais estiveram na delegacia especializada para informar que, no dia 16 de abril, ela foi adicionada em um grupo de WhatsApp sobre o jogo.
 
Aos policiais, a jovem disse que leu a mensagem e percebeu que se tratava do jogo. Ela disse que resolveu escrever, em sua mão esquerda, usando a lâmina de um apontador, a sigla “FR7”, que corresponde a uma das tarefas passadas no Baleia Azul. Afirmou ter, em seguida, excluído o conteúdo da mensagem e a conversa no grupo que teria sido criado por um número desconhecido e privado.
 
A delegada Graciela Ambrósio disse que a jovem confirmou ter se mutilado em razão do jogo. “Foi a primeira ocorrência dessa natureza registrada aqui em Franca. Na DDM, foi ouvida e afirmou que assim que recebeu a mensagem, seguiu a instrução e apagou tudo. Seu celular foi apreendido e passará pela perícia para sabermos como conduzir o caso”, disse.
 
A psicóloga Fabiana Zagolin, que atua na DDM, também conversou com a estudante e confirmou que ela foi vítima do jogo. Com experiência em lidar com crianças e adolescentes, ela orienta os pais a prestarem atenção para que os filhos não participem das atividades nem cheguem ao extremo. “Os jovens sentem medo, sentem-se coagidos e por isso acabam fazendo o que o jogo manda. É necessário que exista o diálogo com e que os pais denunciem caso percebam algum comportamento diferente nos filhos para que, assim, se descubra quem está por trás dessas ações”.
 
O jogo
O Baleia Azul começou em 2015, através de uma notícia falsa na Rússia sobre um jogo que traz uma série de desafios como automutilação e asfixia. Assim que 49 desafios são cumpridos, em meio a ordens que atentam contra sua vida, em meio a ameaças envolvendo até familiares da vítima, a 50ª atividade encerra o jogo de um modo trágico: o participante deve cometer suicídio.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários