O número de veículos nas ruas de Franca cresceu 75% entre fevereiro de 2007 e fevereiro deste ano, passando de 142.444 para 250.242. Os dados, que representam os carros, motos, caminhonetes, caminhões e ônibus registrados na cidade, são do Detran (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo). Esse crescimento, segundo diversos motoristas, dificultou o trânsito em diversos pontos da cidade, especialmente em horários de muito movimento, como na saída ou chegada do trabalho, além do almoço dos trabalhadores.
Praticamente uma unanimidade entre motorista, os trechos apontados como os piores da cidade são: as avenidas Adhemar Pereira de Barros com a Brasil; avenida Rio Branco com a Santos Dumont; Wilson Sábio de Mello e Severino Tostes Meirelles; avenida Doutor Abrahão Brickmann; avenida Champagnat; avenida Moacir Vieira Coelho, além da ponte de acesso à Vila São Sebastião.
Trabalhando há 15 anos no ramo, o taxista Claudimir Rodrigues, 44, defende que novas saídas sejam abertas nos pontos citados para melhorar o fluxo de veículos, principalmente na ponte de acesso à Vila São Sebastião. “A frota da cidade aumentou bastante e os responsáveis pela administração não pensaram em como isso afetaria o trânsito. Por exemplo, a região Oeste cresceu bastante e, consequentemente, o número de veículos que passam pela ponte diariamente. No fim da tarde, é quase impossível passar por ali, precisa urgente da abertura de uma nova saída para desafogar o fluxo”, disse.
Opinião parecida tem o taxista Antônio César. “Franca é uma cidade antiga e não estava preparada para o aumento da frota nos últimos anos. São muitos veículos nas ruas e pouca estrutura para recebê-los. Um bom exemplo disso são as ruas da região Central. Em dias de pagamento ou aos sábados, é insuportável andar por aqui. No Leporace, na ponte da Tião, ou mesmo na Adhemar de Barros, onde todos os retornos foram fechados, para todos esses pontos é preciso pensar em alternativas urgentes para diminuir o caos que se instalou na cidade.”
Morador do Jardim Portinari, o empresário Wilton Ferreira Martins, 37, precisa enfrentar diariamente muito trânsito para chegar até a empresa onde trabalha, no bairro São José. “Sem contar o desrespeito, ainda precisamos conviver com o excesso de veículos. Cito, como exemplo dos piores trechos, a avenida Moacir Vieira Coelho até a ponte do Parque Vicente Leporace. No final da tarde, esse trecho fica um verdadeiro caos”, disse. “Quando acontecem colisões, então, piora tudo e o trânsito fica simplesmente travado”, completou.
Alternativas
A Prefeitura informou que existem estudos e ações permanentes acontecendo para solucionar os problemas apontados pelos motoristas. “Na avenida Adhemar de Barros, foram instalados novos dispositivos interligando os bairros e controlando a velocidade. Nos demais locais, as intervenções demandam projetos de engenharia mais complexos, sobre os quais estudos vêm sendo feitos em conjunto com a Secretaria de Planejamento Urbano, mas dependem de recursos e reservas orçamentárias”, informou, em nota.
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