Crise e trabalho


| Tempo de leitura: 2 min
Em maio do ano passado, Michel Temer assumiu a Presidência da República dizendo: “não fale em crise, trabalhe”. Com as reformas Trabalhista e Previdenciária, parece que é exatamente isso que o governo quer, que o brasileiro trabalhe, trabalhe, trabalhe...
 
Sob o pretexto de estimular a economia e aumentar as vagas de serviço, a reforma trabalhista poderá aumentar a carga de trabalho, quer seja pela possibilidade de diminuição do horário de almoço, flexibilização da jornada, fracionamento de férias, grávidas e lactantes trabalharem em locais insalubres, etc.
 
Por outro lado, o aumento do tempo de trabalho e a exigência de uma idade mínima para se aposentar, na reforma da previdência, obrigará o indivíduo a ficar mais tempo contribuindo ao invés de recebendo do INSS. Isso sem mencionar da diminuição dos valores dos benefícios.
 
Nesse aspecto, é importante lembrar que se aprovadas as reformas tal como o governo pretende, corre-se o risco de no futuro termos idosos desempregados e sem condições de aposentar. 
 
Alguns poderão questionar: E o benefício assistencial para o idoso (LOAS/BPC)? Até mesmo para a percepção desse benefício, o idoso não terá direito, pois o governo quer aumentar a idade para quase 70 anos para receber o benefício, além de poder ser inferior ao salário mínimo. Não se pode permitir que isso aconteça. No Brasil, começam as movimentações, inclusive greves gerais. 
 
É necessário que cada um se informe e verifique as mudanças que o governo quer, avaliando se é isso realmente que a população quer. Afinal a Democracia é a vontade do povo (e não de alguns). Se isso não acontece, é “ditadura” disfarçada com o nome falso de democracia.
 
Não podemos ficar só nas redes sociais, como o Facebook ou Whatssap, “curtindo” o movimento dos outros. Se não fizermos nada, além de pagarmos tributos exorbitantes, iremos trabalhar, trabalhar, trabalhar...
 
Tiago Faggioni Bachur
Colaborou Fabrício Barcelos Vieira, advogados e professores especialistas em Direito Previdenciário
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários