Greve promete parar bancos, escolas e fábricas


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A Força Sindical afirmou que está prevista a paralisação das linhas de ônibus do transporte coletivo em Franca às 6 horas
A Força Sindical afirmou que está prevista a paralisação das linhas de ônibus do transporte coletivo em Franca às 6 horas
Essa sexta-feira promete ser um dia de transtornos. Além de ser o prazo final para fazer a declaração do Imposto de Renda e de ser o último dia útil antes do feriado prolongado, os sindicatos que representam as principais categorias de trabalhadores de Franca programaram atos, paralisações e greves ao longo de todo o dia. A promessa é parar bancos, escolas, repartições públicas, empresas e serviços oferecidos pela Prefeitura. Possível que também haja reflexo no transporte público. No final da tarde, os grevistas prometem se concentrar na Praça da Catedral para um grande manifesto. Os organizadores esperam a presença de cinco mil pessoas.
 
A greve geral nacional foi convocada pelas centrais sindicais e movimentos sociais de esquerda contra as reformas da Previdência e Trabalhista propostas pelo presidente Michel Temer (PMDB). Paralisações e protestos vão acontecer em todo o País.
 
Em Franca, 16 entidades se uniram para tentar convencer os trabalhadores de suas categorias a aderirem ao movimento. Integram o grupo os Sindicatos dos Servidores Públicos, Metalúrgicos, Hoteleiros, Bancários, Alimentação, Curtumeiros, Professores, Sapateiros e Comerciários, entre outros. Durante toda a semana, os integrantes fizeram arrastões para distribuição de panfletos, corpo-a-corpo na porta de fábricas e colocaram carros de som nas ruas convocando a população para a greve geral.
 
Como não será ponto facultativo e a participação na greve é voluntária, não é possível afirmar quais serviços, de fato, serão paralisados, mas a mobilização feita pelos sindicatos evidencia que o impacto pode ser grande. “Convocamos toda a nossa categoria para aderir e tentamos sensibilizar os trabalhadores sobre o quanto as reformas serão prejudiciais. Estamos acreditando numa grande adesão, mas é difícil mensurar. Só na hora mesmo”, disse Rogério Marques, diretor do Sindicato dos Bancários.
 
Os servidores públicos do município prometem se concentrar às 9 horas na sede do sindicato para, em seguida, fazer atos em pontos estratégicos. “Orientamos os pais a não mandarem os filhos para as escolas. Onde não tiver paralisação total, vamos realizar atos relâmpagos ao longo de todo o dia”, disse o presidente, Fernando Nascimento. A Apeoesp, que é o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, também promete fazer paralisações nas escolas estaduais e orienta os pais a manterem os filhos em casa.
 
Funcionários e alunos da Unesp de Franca também aderiram ao movimento.
 
A dúvida está em relação à adesão dos motoristas e cobradores do transporte público. O sindicato que representa a categoria é conhecido pela proximidade com a empresa São José e não faz parte do grupo que convocou a greve geral. O presidente não retornou aos pedidos de entrevista.
 
Em nota, a Força Sindical afirmou que está prevista a paralisação das linhas de ônibus em Franca às 6 horas.
 
Hélder de Souza Gomes, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos e um dos integrantes do comitê de sindicatos que organiza os protestos, acredita que a sexta-feira entrará para a história da cidade. “Quase 20 sindicatos se uniram e estão mobilizados para fazer a greve geral. Haverá paralisações e atos por todos os setores da cidade. Ao final do dia de protestos, milhares de pessoas vão se reunir no Centro para o ato de encerramento das manifestações”, disse ele. 

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