Mais de 3,9 mil acidentes de trabalho foram registrados em Franca no ano de 2016. Os dados são do Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) e, apesar de serem menores que os de 2012, quando a cidade registrou 6,1 mil casos, preocupa os auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego. Para tentar mudar esse quadro o órgão realizou, na manhã de ontem, 26, um evento reunindo representantes de entidades sindicais e profissionais da área de saúde e segurança no trabalho para lançar a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho na cidade.
Intitulada Abril Verde, a ação, que tem como tema “Conhecer para prevenir”, tem o objetivo de reduzir os acidentes de trabalho e os agravos de à saúde do trabalhador. “Queremos que os trabalhadores tenham os treinamentos adequados para evitarem os acidentes, especialmente os com máquinas e, além disso, que os empresários tenham consciência dos riscos a que seus funcionários serão submetidos e os previnam”, disse o auditor fiscal do trabalho Alex Muniz Santos.
Durante o evento, os auditores apresentaram uma análise da evolução das estatísticas de acidentes do trabalho em Franca e região. Em 2012, quando a situação começou a ser acompanhada mais de perto pelos auditores, foram registrados 8.102 acidentes em Franca e 22 municípios da região. Esse número caiu para 6.977 em 2013; 6.285 em 2014; 5.342 em 2015 e 5.383 no ano passado, representando uma queda de 44% em quatro anos.
“Apesar dos números caírem, ainda temos muitos casos e, quando falamos dos números da região, Franca representa entre 80% e 90% dos casos. Quando passamos a analisar mais minuciosamente os acidentes, percebemos que a maioria dos casos são registrados em fábricas, com máquinas que muitas vezes provocam a mutilação dos trabalhadores, e também na construção civil. Por isso a necessidade de campanhas para prevenir esses acidentes”, completou Muniz Santos.
Dos acidentes registrados no ano passado, 3.912 são os considerados típicos, que acontecem no próprio ambiente de trabalho, e outros 1.471 são de trajeto, quando os trabalhadores estão indo ou voltando do serviço. Entre estes, 83 foram graves e 11 fatais. No caso dos acidentes com morte o Ministério do Trabalho não soube precisar quantos aconteceram no trajeto.
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