GOVERNO AGORA RESOLVE AGIR: 33% DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES SÃO OBESOS
Não é de agora que autoridades médicas alertam para o crescimento da obesidade na população de crianças e adolescentes no País. O sedentarismo aliado a uma alimentação hipercalórica tem afetado a saúde dos jovens brasileiros. A alimentação saudável é um dos caminhos para reverter este quadro, mas a atração da garotada pelo fast food e produtos industrializados tem preocupado médicos, pais e professores. Anos atrás a Assembleia Legislativa de São Paulo tentou proibir a venda de produtos industrializados, frituras e refrigerantes pelas cantinas das escolas, mas não conseguiu fazer valer a decisão em lei. Como os bons hábitos de alimentação não partem do ambiente familiar, como deveria ser, o governo federal resolveu agir: os ministérios da Saúde e Educação anunciaram ontem uma parceria para tentar ampliar o monitoramento da obesidade entre alunos de escolas públicas e impedir a venda de alimentos ultraprocessados nestes locais, como salgadinhos e refrigerantes.
As ações incluem parcerias entre as redes de ensino e equipes de saúde para avaliar, pelo menos uma vez ao ano, o estado nutricional dos alunos da educação básica. Assim, aqueles que apresentarem excesso de peso ou obesidade podem ser direcionados para acompanhamento nas unidades básicas de saúde. As medidas fazem parte da nova etapa do programa Saúde na Escola, que existe desde 2007. Hoje, 33,5% das crianças e adolescentes do país apresentam excesso de peso, segundo o Ministério da Saúde. Destes, 8,9% são obesos, de acordo com a pesquisa Erica, conduzida pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e pelo ministério. Essa avaliação ocorre quando o IMC (índice de massa corporal, equivalente ao peso dividido pela altura ao quadrado) é maior ou igual a 30 kg/m2. Em outra medida, o governo irá propor às escolas que sejam feitas ações para reforçar o veto à venda de alimentos industrializados em cantinas que ficam dentro das escolas.
Atualmente já é proibido o uso de recursos públicos para oferta de merenda e demais alimentos que não sejam considerados saudáveis dentro das escolas públicas. Porém, ambos os ministérios pretendem que ao redor das escolas a venda de alimentos com alto teor de sódio, açúcar e gorduras seja substituída para alimentos assados e sucos, com oferta de materiais (de orientação) e conscientização de pais e professores. Embora seja necessário o envolvimento dos pais e demais familiares do estudante, a medida já é uma boa saída para evitarmos que tenhamos no futuro uma população obesa, à mercê de uma série de doenças que envolve o excesso de peso. Trata-se de iniciativa que pode render bons frutos, levando às nossas crianças e jovens orientações sobre vida saudável, que envolve alimentação e exercícios físicos.
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