Educação Municipal sofre com a falta de professores


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Emeb ‘Dr. Rubens Zumstein’ é uma das escolas municipais que estaria com falta de professores
Emeb ‘Dr. Rubens Zumstein’ é uma das escolas municipais que estaria com falta de professores
A rede de educação de Franca, que já foi considerada uma das melhores do Estado, sofre. A Prefeitura, nesta terça-feira, confirmou que há falta de professores, pedagogos, secretários, escriturários e inspetores. Além disso, alguns programas que ajudaram a melhorar a qualidade do ensino estariam parados, como as salas de recursos especiais para alunos com defasagem no aprendizado e a recuperação paralela. As denúncias a respeito dos problemas na rede municipal de ensino foram feitas por um grupo de professores e publicada pelo Comércio da Franca, na edição da última terça-feira. A confirmação feita ontem pela Prefeitura veio por meio de uma nota. 
 
No documento, a Secretaria Municipal de Educação afirma que a rede conta hoje com 1.018 professores de educação básica, mas o número é insuficiente para atender à demanda. O total do déficit de profissionais não foi divulgado. A nota afirma que, no final do ano passado, 46 professores substitutos foram dispensados em razão do vencimento do contrato de trabalho. “Estes profissionais não foram repostos, além de não terem sido repostos também os casos de exonerações e/ou aposentadorias”, diz a nota.
 
Ainda segundo a Secretaria de Educação, a falta de professores atinge as áreas de educação física, de educação musical e educação especial. Mas não se restringe a elas. “Ainda faltam profissionais pedagogos, secretários, escriturários e inspetores de alunos.”
 
Por conta da falta de profissionais, alguns programas de melhoria do ensino têm sido prejudicados. Um deles são as chamadas salas de recurso especial. “Temos nove salas de recursos devidamente equipadas, mas não temos o profissional habilitado (pedagogo) ou professor de educação especial para atender as crianças com necessidades especiais no contraturno”, afirma a nota.
 
A recuperação paralela, destinada aos alunos com dificuldades de aprendizagem, também ainda não começou. Normalmente ela é desenvolvida junto com as aulas normais. Mas neste ano só deve começar em maio. “Estamos em fase de implantação. Nos dois primeiros meses, realizamos a avaliação que nos forneceu dados concretos para a seleção dos alunos que terão esse atendimento. Para conseguir profissionais, solicitamos a ampliação de jornada de trabalho de 30 para 40 horas semanais para cerca de 50 professores.”
 
Para tentar minimizar o impacto do déficit de professores e profissionais na rede de educação, a secretaria solicitou a contratação de alguns profissionais, entre eles 17 professores, mas as contratações ainda não foram autorizadas, tendo como justificativa a Lei de Responsabilidade Fiscal.

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