Franca lidera geração de empregos no País com pior número em 7 anos


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Linha de produção: indústria liderou contratação em março
Linha de produção: indústria liderou contratação em março
Franca foi a cidade brasileira que mais gerou empregos formais no primeiro trimestre de 2017, segundo números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados na semana passada. Com saldo positivo de 899 vagas em março, a cidade acumulou 4.685 vagas nos três primeiros meses do ano e ficou na frente de Santa Cruz do Sul (RS), com 4.654, Vacaria (RS), com 3.685, e Nova Serrana (MG), com 3.307. Apesar do resultado que coloca a cidade em destaque no País, os números são piores que os do ano passado, quando o saldo de empregos no primeiro trimestre foi de 4.936 - 5% maior que neste ano. Quando comparado o acumulado dos últimos 12 meses, Franca chegou ao 34º mês no vermelho. 
 
O destaque na geração de vagas na cidade ficou por conta da indústria, que gerou um saldo de 4.395 vagas. Tradicionalmente, as fábricas calçadistas da cidade demitem no final do ano e recontratam novamente nos primeiros meses, após novos pedidos, o que explica o resultado. Em segundo lugar na geração de empregos no período, vem o setor de serviços, com 545 vagas criadas, e construção civil, com 144. Os setores de comércio e agropecuária, com 281 e 83 vagas a menos, respectivamente, foram os que mais perderam postos de trabalho no trimestre. 
 
No início do mês, após analisar os números do Caged dos últimos anos, o economista Hélio Braga Filho afirmou que os números em Franca são preocupantes e que, apesar de o saldo negativo de empregos estar diminuindo, a cidade deve demorar para recuperar as mais de 22 mil vagas perdidas nos últimos três anos. “Chegamos no limite de eliminação de vagas, por isso, notamos que as demissões, apesar de continuarem, diminuíram. A expectativa agora é que a política do Brasil tome um rumo para, enfim, sairmos dessa crise. Não será fácil e vai demorar, mas é possível”, disse.
 
Março
Seguindo a tendência dos últimos meses, o setor comercial foi o que mais demitiu no mês de março em Franca. Foram menos 100 vagas disponíveis. A surpresa ficou por conta dos serviços, que apesar do saldo geral positivo, demitiu 15 pessoas a mais do que contratou no período. Administração pública (15); agropecuária (5) e serviços industriais (4) também demitiram mais que contrataram. A indústria acumulou saldo positivo de 977 vagas, seguida da construção civil, com 62 novos postos.
 
Em março de 2016, o saldo de empregos na cidade foi de 1.024 vagas. Indústria (1.091); serviços (59) e administração pública (20) tiveram resultado positivo. Comércio (86), construção civil (45) e agropecuária (16) acumularam saldo negativo no período.

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