A questão dos ambulantes


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PREFEITURA PRECISA DISCIPLINAR, FISCALIZAR E DAR CONDIÇÕES PARA COMPETIÇÃO SAUDÁVEL
Em tempos de crise profunda, onde o que mais se viu foram trabalhadores perdendo seus empregos e o sustento dos familiares, buscando na economia informal uma forma de suprir as suas necessidades e dos que dependem de um provedor. Diante dessa situação — a economia começa a se recuperar, mas o nível de emprego se recupera de forma lenta —, ainda com milhares de desempregados, Franca começa a sentir a presença dos camelôs e vendedores ambulantes nas praças — Pedro II, Nove de Julho e Sabino Loureiro — e nas ruas do município. Com isso, cresce a aglomeração de compradores e, em consequência, de viciados em drogas e moradores de ruas em busca de dinheiro. As reclamações crescem e a Prefeitura, que deveria agir com mais rigor para evitar estes efeitos colaterais, não tem o número de fiscais desejável para fazer o serviço.
 
Assim como ocorreu em outras cidades (e temos Ribeirão Preto como exemplo próximo), a área competente da Prefeitura deveria buscar uma solução, como a criação de uma espécie de mercadão popular, reunindo num só local (ou em vários pontos da cidade) os diversos camelôs das praças e vendedores ambulantes das ruas. As barraquinhas, implantadas há quase duas décadas, já não permitem o livre trânsito nos locais onde estão instaladas, principalmente na Praça Pedro II. O espaço se encontra saturado e não há controle do Poder Público. Ultimamente, não existe nem condição de fiscalizar a procedência dos produtos vendidos nas barraquinhas. O fim dos camelódromos iria abrir o espaço para a circulação do público, permitindo ainda uma melhora na segurança: dificilmente viciados em drogas e moradores de rua fariam daqueles locais os seus pontos de parada preferenciais.
 
O bom senso é necessário. E o prefeito Gilson de Souza (DEM) deveria colocar a resolução do problema como prioridade. Atualmente, principalmente no período noturno, teme-se passar perto dos camelódromos do centro e da Estação depois que as lojas fecham e o sol se põe. Mas não de deve apenas transferir os camelôs e ambulantes para um novo local. Eles precisam também se adequar à legislação, pagar tributos e comprovar a origem de seus produtos. Só assim estarão competindo em igualdade de condições com varejistas que pagam seus impostos — não apenas para manter os seus pontos de venda, mas também os que vêm embutidos nos produtos que compram e revendem. Somente desta forma é que será possível disciplinar o comércio hoje informal, permitindo que a venda nas barraquinhas ou nas ruas de Franca não seja apenas uma saída para a crise, criando maiores oportunidades para o vendedor e melhores opções ao comprador.
 

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