Série nova conta história de milionária fashion


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Cena da nova série 'Girlboss'
Cena da nova série 'Girlboss'

Rodrigo Salem
Nova York

Agora que "Girls" chegou ao fim, uma nova série entra na disputa ao posto de queridinha do público feminino.

Assim como a criação de Lena Dunham, "Girlboss" transita entre a ficção e a realidade de uma garota em uma grande cidade, deseja conversar com um público mais jovem e não esconde sua vocação fashion.

Os 13 episódios estão disponíveis a partir desta sexta (21), na Netflix, e contam a história da empresária Sophia Amoruso, que, aos 22 anos, criou uma loja on-line de roupas usadas para pagar o aluguel e terminou à frente de um negócio milionário.

"Não é uma reconstituição histórica, apenas cuidei de detalhes do guarda-roupa", diz a executiva à reportagem.

"A série segue um arco da minha carreira que foi difícil, mas é um mundo próprio, repleto de personagens que não são necessariamente baseados em amigos reais meus. Até minha mãe é diferente."

Amoruso talvez tente se distanciar de uma época em se jogava em caçambas de lixo para poder comer, roubava lojas em San Francisco e tratava as pessoas próximas da pior maneira possível –tudo relatado na sua autobiografia homônima, de 2014.

"Sophia é uma fonte incrível, e o programa é sobre sua jornada, não só sua carreira, mas seus relacionamentos e sua vida", diz a produtora Kay Cannon ("New Girl"). "Não poderia fazer uma série sobre uma garota vendendo roupas no eBay. Precisei tomar liberdades criativas."

A atriz Britt Robertson ("Tomorrowland"), que encarna Amoruso na ficção, não tem a ousadia exploratória de Dunham em "Girls". Isso deixa "Girlboss" mais palatável para adolescentes, porém menos surpreendente.

"Procuro acumular o máximo de informações que posso, então deixo para trás e recrio a personagem. Busco entender Sophia e deixá-la fluir por mim", explica Robertson, que acredita na longevidade da série. "Pode ser infinita. Sophia está viva."

A série ainda não tem outra temporada confirmada, mas Cannon tem planos traçados para os próximos anos.

"Sempre quis terminar o primeiro com o lançamento do site Nasty Gal", revela a produtora citando a empresa on-line fashionista criada por Amoruso, que garimpava roupas antigas baratas e as revendia num site de leilões por preços bem mais altos.

"A segunda temporada seria sobre Sophia sendo a chefe de seus amigos, o que nem sempre funciona."

Em 2012, a Nasty Gal virou uma companhia estimada em US$ 280 milhões, catapultando a empresária para a lista de jovens mais ricas dos EUA.

Em novembro passado, porém, a empresa pediu falência, e Amoruso renunciou ao seu posto de presidente. "Temos de ter a oportunidade de dar com a cara no chão, de falhar horrivelmente. Temos de ter sucessos e fracassos", finaliza a atriz Charlize Theron, também coprodutora da série. "Adoro que as garotas possam ver isso numa série."

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