A lista do Fachin


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A lista com o nome de dezenas de políticos que teriam, em tese, praticado crimes, ao longo desses últimos anos, que inicialmente era do procurador Rodrigo Janot e que agora virou do ministro Edson Fachin do STF (Supremo Tribunal Federal), abalou as estruturas políticas do País e, por tão extensa, teve que ser fatiada em três edições do Jornal Nacional da Rede Globo.
 
Vários implicados ali relacionados esnobaram a inclusão dos seus nomes na lista, sendo que o deputado federal Paulinho da Força (Slidariedade-SP) chegou a afirmar, com desfaçatez, que seria um desprestígio para um político não ter o seu nome ali inserido. O interessante é que todos os que serão investigados se declaram inocentes e rotulam as declarações dos Diretores da Odebrecht, feitas em delações homologadas, como mentirosas e fantasiosas.
 
Mas a empresa, segundo as autoridades, além de generosa na distribuição das propinas, algumas disfarçadas de doações para campanhas eleitorais, é também muito organizada. Os políticos beneficiados têm codinome e “código de barra”. Nesse contexto, segundo os delegados e procuradores que atuam no caso, a Odebrecht controlava, regiamente, a saída dos numerários. Portanto, infelizmente para os implicados, as declarações de seus Diretores estão alicerçadas em outras provas, inclusive documentais.
 
É óbvio que exista no seio da sociedade brasileira, em razão do tamanho da lista e da inclusão nela de vários caciques políticos, um certo pessimismo com o resultado, razão pela qual muitos acham que tudo isso vai acabar em uma monumental pizza e os eventuais condenados serão os ‘peixes pequenos’. Quem viver verá.
 
Setímio Salerno Miguel
Advogado Empresarial e Professor da Faculdade de Direito de Franca

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