O crescimento do número de assinantes da Netflix no primeiro trimestre ficou abaixo da expectativa da empresa e decepcionou investidores. O resultado, porém, mostrou que o avanço da empresa vem especialmente de fora dos Estados Unidos.
Hoje quase metade dos seus usuários está em outros mercados que não o norte-americano, origem da companhia. No fim de março, a empresa tinha 50,9 milhões de usuários nos EUA e 47,9 milhões no mercado internacional. Um ano antes, a diferença era muito maior: 47 milhões de usuários americanos e 34,5 milhões de fora dos EUA.
O resultado do primeiro trimestre deste ano foi menor do que o esperado pela empresa, que apostava que fecharia março com 100 milhões de assinantes. Agora ela diz que essa marca será atingida neste fim de semana.
O crescimento internacional faz parte da aposta da empresa, que no início do ano passado levou suas séries (como "House of Cards", "Narcos" e "Grace and Frankie") para 130 novos países –ela atua agora em 190 mercados.
"Nós temos um alto nível de satisfação e estamos crescendo rapidamente na América Latina, na Europa e na América do Norte", afirmou a empresa, em comunicado.
Essa expansão do mercado internacional, porém, não foi seguida pelo mesmo avanço na receita da Netflix. Cerca de 60% do seu faturamento (ou US$ 1,5 bilhão) ainda vem do mercado norte-americano.
Isso acontece porque a assinatura nos EUA costuma ser mais cara que em outros países. No Brasil, por exemplo, o plano padrão custa R$ 22,90 ao mês –um americano pagaria R$ 31 pela mesma opção. A Netflix teve lucro de US$ 178 milhões no primeiro trimestre, ante US$ 28 milhões em igual período de 2016.
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