Desemprego e facilidade influenciam MEIs


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A tosadora Steffani Martins, de 18 anos, investiu R$ 6 mil para abrir o próprio pet shop: uniu paixão com desejo de empreender
A tosadora Steffani Martins, de 18 anos, investiu R$ 6 mil para abrir o próprio pet shop: uniu paixão com desejo de empreender
O número de pessoas cadastradas no MEI (Microempreendedor Individual) deu um salto em Franca e passou de 8.431 para 14.908 entre janeiro de 2014 e o início deste mês. Como uma das alternativas para fugir do desemprego, os francanos têm apostado na modalidade para enfrentar a crise.
 
“O forte aumento das demissões e a redução das vagas com carteira assinada motivaram muitas pessoas a passarem, em momentos de necessidade, a tentar a sorte como autônomos. Aliado ao desemprego e a facilidade de abertura da empresa na modalidade, muitos têm optado pelas MEIs”, afirma o gerente regional do Sebrae Franca, Rogério Volpini.
 
Desde 2014, em média, 2 mil MEIs foram abertas na cidade por ano. Entre as atividades preferidas pelos empreendedores francanos estão o comércio varejista e o setor de beleza. Somente no inicio deste ano, segundo o gerente regional, a procura para a abertura de MEIs aumentou 30% na cidade.
 
Após trabalhar por um tempo com o tio, o francano André Felipe Queiroz, 29, decidiu abrir uma distribuidora de peças. Trabalhando sozinho, optou pela facilidade do MEI. “Há oito meses resolvi apostar em uma distribuidora de peças. Comecei devagar, divulgando pelas redes sociais e, em pouco tempo, consegui uma boa clientela. Passando por um momento de transição na crise atual do país, resolvi abrir a empresa e estou satisfeito com o resultado.”
 
Com um pequeno estoque de peças e trabalhando com parcerias, o investimento inicial do microempreendedor foi de R$ 5 mil.
 
Com alguns cursos no currículo e um estudo sobre o mercado em que pretendia se inserir, a tosadora Steffani Martins, de 18 anos, investiu R$ 6 mil para abrir o seu próprio pet shop. Mesmo com pouco tempo de funcionamento - três meses -, a microempreendedora está satisfeita com os resultados. “Uni a minha paixão por animais com o desejo de empreender. Pesquisei bastante o mercado, fiz cursos e optei por um empreendimento em que o investimento inicial era acessível”, disse. 
 
Para começar a trabalhar, Steffani preparou um espaço adequado na própria casa e também usou as redes sociais para divulgar o trabalho. Com promoções e serviço diferenciado - a tosadora oferece até o serviço de penteado para cachorros -, ela hoje conta com clientes fiéis. 
 
“Apesar do alto índice de aberturas, as MEIs também têm um alto índice de fechamento. O Sebrae está à disposição exatamente para apoiar o microempreendedor neste processo”, completou Volpini.

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