Construção Civil fecha 983 postos em três anos


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Depois de explodir com o auxílio de incentivos do Governo Federal, como o Minha Casa, Minha Vida, a construção civil foi o terceiro ramo que mais demitiu em Franca nos últimos anos. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), foram extintas na cidade 983 vagas no setor. 
 
De acordo com o ex-presidente da Abifran (Associação das Administradoras de Bens Imóveis de Franca), Ailton Lopes Soares, o declínio no oferecimento de oportunidades na construção civil é reflexo direto da situação econômica do País.
 
“Podemos dizer que o mercado imobiliário trabalha com dois padrões, o mais popular e o diferenciado. No caso do popular, onde as moradias têm o valor de até R$ 180 mil, a queda nas vendas foi menor, pois a taxa de juros continuou praticamente a mesma, embora a análise de crédito tenha ficado mais criteriosa. Já no caso dos imóveis com valores mais altos, a taxa de juros cresceu mais e dificultou a venda”, disse.
 
Segundo o ex-presidente da Abifran, associação que conta com 26 imobiliárias, a procura por compra e venda de imóveis caiu cerca de 30%. No caso de locação, a queda gira em torno de 20%.
 
“A procura pelos imóveis caiu consideravelmente, tanto para locação como para venda. Nos anos anteriores, o setor deu um salto muito grande e, com a instabilidade, o processo de falta de confiança no futuro por parte dos compradores foi natural o que, pelo menos para os investimentos mais altos, atrapalhou. Podemos dizer que, apesar de tudo, hoje vivemos um cenário melhor do que no ano passado, o que nos dá esperança de reverter esse quadro e voltar a crescer”, completou. 

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