Apesar do saldo negativo de empregos nos últimos 33 meses, os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam para diferenças menores entre o saldo de admissões e demissões em Franca. O resultado, porém, não é o suficiente para animar economistas e liderança empresarial da cidade.
“A verdade é que chegamos em um ponto em que é praticamente impossível cair mais. Por isso, os últimos dados apontam para uma queda menor. Porém, isso não significa que estamos evoluindo e, sim, que muito provavelmente chegamos no limite e não temos mais para onde cair. É uma situação difícil e, infelizmente, não consigo enxergar o caminho a seguir”, disse o economista Hélio Braga Filho. Segundo o economista, os números demonstram a perda significativa de vagas no mercado do trabalho de Franca e que levará tempo para a economia francana reagir.
Opinião parecida tem o presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria do Calçado de Franca), José Carlos Brigagão do Couto. Ele afirma que 2017 dá sinais de que será ainda pior que 2016. “Precisamos de uma reforma concisa e políticas claras de governo para restabelecer a confiança dos investidores. Neste momento, não temos nenhuma indicação de como será o dia seguinte e isso atravanca demais a economia. Acredito que somente em 2018, quando tivermos uma ideia clara do que acontecerá no cenário político do Brasil, a economia de modo geral voltará a crescer”, disse.
Mais otimista, o presidente da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), Dorival Mourão Filho, apesar de concordar com o caráter político da crise, afirma ter expectativas que 2017 seja melhor que o ano passado. “Tenho uma expectativa positiva, afinal Franca teve dois anos ruins e não acredito que vá piorar. No ano passado, apesar das vendas terem caído no Estado de São Paulo, em Franca em todas as datas comemorativas tivemos crescimento. A retomada da confiança pode estar um pouco longe, mas ainda tenho esperanças”, disse.
“O Brasil vive uma crise de credibilidade difícil de ser revertida. Estamos em um quadro complicado e, se me perguntar o que é necessário para que o país volte a crescer, simplesmente não saberia o que responder. Não sei o caminho certo a tomar. Deixou-se que o problema se prolongasse por muito tempo e vivemos um círculo vicioso bem complicado de ser quebrado”, finalizou o economista.
Volte ao mercado
Vença o desemprego e recoloque-se no mercado de trabalho
Com o mercado de trabalho cada dia mais acirrado, o chefe do setor de supervisão do PAT (Posto de Atendimento do Trabalhador), Deny Pereira Alves, explica que os candidatos são separados em duas situações distintas: aqueles que estão há muito ou aqueles que estão há pouco tempo desempregados.
Para quem está há mais tempo procurando uma vaga, o supervisor indica que é necessário estudar mais minuciosamente a vaga almejada e, baseado na sua qualificação e experiência, o candidato deve definir se está realmente apto para a mesma.
No caso dos candidatos que foram demitidos há pouco tempo, o profissional indica atenção para as oportunidades que muitas vezes integram o mercado oculto de trabalho.
“Estatísticas apontam que a recolocação no mercado de trabalho para aqueles que estão há menos tempo desempregados é mais fácil. Muitas vagas nem ao menos chegam nas agências de emprego, sendo ocupadas por indicações. Chamamos isso de mercado oculto de trabalho, por isso, a facilidade de quem está há pouco tempo fora desse ambiente é maior”, disse Alves.
Para ajudar os desempregados a saírem dessa situação incômoda, o chefe de supervisão oferece algumas dicas. Aliadas com o seu talento, disposição e capacidade de trabalho, elas irão ajudá-lo a superar o momento difícil da economia e a voltar a trabalhar.
1º O candidato deve se inteirar da qualificação necessária para a vaga almejada;
2º Aprender a buscar as vagas;
3º Estabelecer metodologia e organizar o tempo;
4º Requalificação - aprendizado nunca é perdido;
5º Aproveitar as oportunidades;
6º Elaborar corretamente o currículo e o manter sempre atualizado;
7º Adequar um currículo para cada perfil de vaga;
8º Seguir as empresas que são do seu interesse;
9º Se comportar adequadamente na entrevista.
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