Alckmin manda esvaziar cadeia pública do Jardim Guanabara


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Interior da Cadeia do Jardim Guanabara: ontem, 61 detentas foram transferidas para Mogi Guaçu
Interior da Cadeia do Jardim Guanabara: ontem, 61 detentas foram transferidas para Mogi Guaçu
Sessenta e uma mulheres que estavam na Cadeia Feminina do Jardim Guanabara, em Franca, tiveram seus destinos e rotinas modificados no final da manhã de ontem. Isso porque elas foram transferidas para a Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu (SP). Apenas duas detentas com prisão temporária decretada pela Justiça seguem no Guanabara.
 
A medida, de acordo com o delegado Eduardo Lopes Bonfim, também responsável pela cadeia, foi tomada após uma ordem do governador Geraldo Alckmin (PSDB), expedida na última quarta-feira, de que as cadeias públicas fizessem as transferências para prisões assistidas pela SAP (Secretaria da Administração Penitenciária). É o caso do presídio de Mogi Guaçu, que possui capacidade para abrigar 849 mulheres, sendo 741 em regime fechado e 108 em uma ala de regime semiaberto.
 
Por tempo ainda indeterminado, a cadeia de Franca continuará abrigando presas nas seguintes situações: até que seja feita a inclusão delas na SAP e as temporárias. No caso dos homens, não há mudança. 
 
“Na região, os presos temporários e da área cível vão para a Cadeia Pública de Batatais. No Guanabara, permanecem os detentos acusados de crimes sexuais, que ficam em uma parte separada do sistema carcerário, e os presos em situação de flagrante que, no dia seguinte, são transferidos para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franca”, disse Bonfim. 
 
A cadeia
Em uma reportagem publicada no mês de janeiro pelo Comércio, o diretor da cadeia fez um perfil sobre as presas do Jardim Guanabara. “O envolvimento com o tráfico é algo muito forte e elas são de diversas cidades do Estado de São Paulo. Há detentas de Cajuru, Orlândia, Batatais e várias de Franca”, contou Bonfim, na ocasião.
 
Ainda segundo o levantamento do diretor e delegado, 85% das mulheres que estão no sistema carcerário são pelo crime de tráfico de drogas. Os outros 15% correspondem a roubos, homicídios e furtos. A faixa etária principal é de 20 a 30 anos.

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